Universidade de Georgetown facilitará admissões de descendentes de escravos

Universidade de Georgetown nos EUA

Universidade de Georgetown nos EUA

Segundo noticias difundidas esta quinta-feira pela a Universidade de Georgetown e citada pela AFP essa mesma universidade adoptou uma série de medidas para compensar os lucros que teve com a venda de 300 escravos no século XIX.

Há uma universidade nos Estados Unidos que decidiu investigar o próprio passado, para fazer algo de diferente no presente.

O episódio aconteceu no ano de 1838, quando dois funcionários da instituição comercializaram 272 pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças, como forma de arrecadar fundos e quitar as dívidas da universidade.

Mas o mais significativo, tratando-se de uma universidade com nome e habitualmente difícil em termos de acesso, são as vantagens oferecidas a descendentes de escravos.

O grupo de trabalho também aconselhou a criação de um monumento público em memória dos escravos.

Além do estatuto especial para os descendentes dos escravos, tal como aquele que é oferecido aos filhos e netos de ex-alunos da instituição, o reitor planeia ainda formalizar um pedido de desculpas e criar um instituto para o estudo da escravidão, bem como erguer um memorial aos escravos dos quais dependeu a universidade.