Série de atentados mata dezenas na Síria

O maior número de vítimas foi registrado na cidade de Tartus- HO  AFP

O maior número de vítimas foi registrado na cidade de Tartus- HO AFP

Os ataques desta segunda-feira não foram reivindicados por nenhuma organização, mas o Estado Islâmico já atacou essas cidades em outras ocasiões.

O maior número de vítimas foi registrado na cidade de Tartus, um dos redutos de Assad no litoral mediterrâneo, onde 11 pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas, segundo a televisão síria estatal.

Além disso, a explosão de um carro-bomba matou quatro pessoas e feriu sete em Homs (Centro), segundo a agência oficial Sana.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), os ataques foram dirigidos contra postos de controle do Exército do regime ou curdos, e foram causados pelo fechamento da última saída do grupo para o exterior, na fronteira com a Turquia, quando foram tomadas pelas tropas de Ancara.

Segundo informações da imprensa local e de ativistas, as explosões ocorreram em regiões sob controle do governo sírio e de curdos, resultando na morte de ao menos 48 pessoas, além de dezenas de feridos.

No nordeste do país, pelo menos oito pessoas morreram quando um bombista numa bicicleta se fez explodir na cidade de Hasakeh, maioritariamente controlada pelas forças curdas, embora o regime também tenha presença.

Por fim, outra explosão foi registrada em uma estrada a oeste da capital, Damasco, deixando um morto e três feridos. No entanto, em 23 de maio uma série de atentados, entre eles ataques suicidas reivindicados pelo EI, deixaram mais de 170 mortos em Tartus e em outro reduto do regime, Jableh. O YPG e seu braço político, o PYD, herdaram o controle da cidade, embora a força policial do estado tenha permanecido. As negociações entre o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, terminaram sem acordo, segundo a fonte.

Desde o início do conflito, em março de 2011, a guerra já deixou mais de 290.000 mortos e deslocou milhares de pessoas, que fora obrigadas a abandonar seus lares. Neste domingo (4), Washington havia acusado Moscou de ter recuado em alguns pontos das negociações, tornando impossível um acordo de cooperação entre as duas potências.