Utentes dos transportes de Lisboa expetantes quanto ao futuro da Carris

António Pedro Santos  Lusa

António Pedro Santos Lusa

As ambições da Câmara Municipal de Lisboa passam ainda pela renovação dos painéis existentes junto às paragens dos autocarros e dos elétricos, com sistemas de informação mais precisos.

A Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa mostrou-se hoje "expectante" com o futuro serviço da Carris, que a partir do próximo ano passa a ser gerido pela Câmara Municipal, esperando que a rede melhore com a municipalização.


Além da actualização da frota, o plano para a Carris passa ainda por uma redução dos preços "para os que foram mais afectados" nos últimos anos, segundo o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

O preço dos passes da Carris vai mudar já a partir de janeiro de 2017. Assim, as crianças entre 4 e 12 anos vão passar a ter um passe social gratuito, enquanto o passe dos reformados com mais de 65 anos vai descer de 26,75 euros para 15 euros.


"O Estado não faz aqui nenhum favor, porque mantém-se responsável pelo que já é responsável, que é a dívida que criou", afirmou, referindo-se a um valor que, no ano passado, ascendia a mais de 800 milhões de euros.

Fernando Medida quer dinamizar o transporte da Carris nos bairros lisboetas, dando maior acessibilidade a escolas, farmácias, mercados ou centros de saúde, pelo que pretende introduzir 21 novas carreiras de autocarros que assegurem estes serviços de transporte. Marvila será o primeiro bairro a ter estes percursos.


António Costa argumentou que a dívida das empresas de transporte coletivo resultou "de um incumprimento, durante 40 anos, em sucessivos Governos das obrigações do Estado", que, ao assumir a dívida da Carris, não "ficará com nenhuma obrigação que já não seja sua". O que nós sabemos é que a Câmara tem estado completamente silenciosa em relação a estes transportes da cidade. Para o ex-presidente da autarquia, o acordo agora firmado "já podia ter sido assinado há uns anos", algo que em seu entender só não aconteceu por "fanatismo ideológico" do Governo de Passos Coelho.