Ministro do STF quebra sigilo de José Agripino e do DEM

Alan Ruschel concedeu a primeira entrevista coletiva nesta manhã
Tarla Wolski  Futura Press  Estadão Conteúdo

Alan Ruschel concedeu a primeira entrevista coletiva nesta manhã Tarla Wolski Futura Press Estadão Conteúdo

Para investigar operações suspeitas feitas por Agripino Maia, que teria realizado operações no valor de R$ 15,9 milhões durante a construção da Arena das Dunas, em Natal, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, autorizou a quebra do sigilo bancário do diretório nacional do DEM entre os anos de 2012 e 2014.

Na mesma decisão, o ministro autorizou a quebra do sigilo telefônico do senador e também de Leo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, além de Raimundo Maia, primo de Agripino. Em contrapartida, em 2014, a OAS teria doado, oficialmente, R$ 500 mil ao diretório nacional do DEM.


As medidas têm como prerrogativa um inquérito relacionado a um suposto esquema de propina na construção da Arena das Dunas, estádio que foi palco de jogos da Copa do Mundo de 2014. Mas como ela não tratava de desvios na Petrobras, o Supremo sorteou outro relator, o ministro Barroso.

Em resposta à Folha, Agripino disse que ele e o partido querem que tudo seja investigado e que não teve qualquer participação em tentativas de conseguir liberação de recursos para a OAS.


A suspeita da PGR é de que a empreiteira tenha pagado propina ao senador em troca de auxílio para superar entraves na liberação de recursos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O senador nega as acusações e diz que tanto ele quanto o partido não têm nada a esconder. "(As doações) foram legais e registradas na Justiça Eleitoral".


- Como líder da oposição, eu não tinha acesso de espécie alguma ao BNDES Que força teria eu para fazer ao BNDES um pedido em nome de uma empresa? A defesa de Leo Pinheiro não vai se manifestar.