Novo Banco: Presidente considera que "é prematura uma opinião" sobre o processo

Mensagem de ano novo: PSD e CDS criticam Governo, BE e PCP pedem mais

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Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta quarta-feira, questionado sobre o processo de venda do Novo Banco e sobre a possibilidade de o Governo optar pela sua nacionalização, que "é prematura uma opinião" e que se deve "esperar para ver".

"Eu acho que é prematura uma opinião. O Banco de Portugal ainda não se pronunciou publicamente, o Governo depois vai pronunciar-se". "Não sabemos se haverá depois ainda negociações", acrescentou.

"Vamos esperar para ver".

Contudo, se compararmos os resultados dos últimos onze anos, a intervenção do atual Chefe de Estado registou a terceira menor audiência, ganhando apenas às do antecessor em 2016 (467 100 telespectadores) e 2013 (482 080), também emitidas no canal público.

Segundo o Presidente, "há sinais de que a inflação pode subir", mas trata-se de "um dado que ainda não é assente" e "não vale a pena estar a fazer previsões".

Marcelo Rebelo de Sousa apontou alguns exemplos: "o crescimento da nossa economia foi tardio e insuficiente". "Era possível fazer bastante melhor que o poucochinho que foi feito e que as políticas que defendemos e continuaremos a apresentar aos portugueses permitiriam ao país ter um caminho de sucesso muito maior do que o conseguido por este Governo", disse, na sede nacional do PSD, em Lisboa.

Quanto à mudança de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o chefe de Estado reiterou que, sobre esse tema, "o que tinha a dizer já disse" e considerou que "o fundamental é que está a começar a recapitalização, com o começo do ano". "Isso é o mais importante", defendeu.

Pouco expansivo foi também em relação ao Hospital de Cascais, depois do concurso público internacional para a gestão em parceria público-privada (PPP) lançado pelo Governo. Para Marcelo Rebelo de Sousa, a palavra do ano foi "descrispação". "Vamos esperar pela conclusão do concurso", respondeu.

No discurso de ano novo, o Presidente da República frisou que 2016 foi o ano da gestão do imediato, da estabilização política e da preocupação com o rigor financeiro e sublinhou que 2017 tem de ser o ano da gestão a prazo e do crescimento económico.