Nevoeiro é uma "hipótese entre muitas" para causa de acidente de ferry

Um dos feridos no acidente com'ferry de passageiros é transportado para o hospital

Um dos feridos no acidente com'ferry de passageiros é transportado para o hospital

No local encontram-se os Bombeiros Sapadores de Lisboa, apoiados por três viaturas, a Polícia Marítima e o INEM.

Um catamaran da Soflusa embateu esta manhã na estação fluvial do Terreiro do Paço, que recebe embarcações do Montijo e do Barreiro, havendo 34 feridos - 32 mulheres e dois homens.

O nevoeiro está a ser apontado como uma das possíveis causas do acidente cujo balanço de feridos foi entretanto actualizado, tendo sido confirmada a existência de 34 feridos ligeiros.

José Isabel acrescenta, em declarações à RTP, que os transeuntes "nunca se devem levantar dos seus lugares antes da embarcação estar atracada", já que o embate mais violento no momento da atracagem pode provocar feridos, como acabou por acontecer esta quarta-feira.


"Todos sabemos que as embarcações embatem mais devagar ou com mais força no cais, este foi um embate muito forte, as pessoas não estão preparadas, muitas delas não estão agarradas a sítio nenhum e depois são projetadas".

"Não há notícia de feridos graves", disse o comandante do Porto de Lisboa, Paulo Isabel. Os feridos foram transportados para os hospitais de Santa Maria, São José e São Francisco Xavier e uma senhora para a Maternidade Alfredo da Costa.

"Ferry bateu de frente" Um dos passageiros, já pelas 10.30 horas, referiu aos jornalistas ainda no terminal que os passageiros foram surpreendidos.

Segundo José Bagarrão, presidente do conselho de administração da Transtejo e da Soflusa, a embarcação Antero de Quental envolvida do acidente tem 15 a 20 anos e todas as inspeções em dia.


Apesar do acidente desta manhã, as ligações fluviais já estão normalizadas, com os atrasos recorrentes de um dia de nevoeiro, que obriga a uma redução da velocidade por motivos de segurança.O nevoeiro é "uma das hipóteses entre muitas" para a causa deste acidente, refere o responsável. O Comandante do Porto de Lisboa admite que a embarcação não circulava à velocidade mais adequada e o radar pode ter induzido o comandante em erro.

Sobre as causas do acidente, José Isabel disse à Lusa que "A velocidade certamente que não era [a mais adequada], isso não resta dúvidas".

A bordo seguiam 561 passageiros.