Cesta básica tem redução de 2,97% em Curitiba

Batata foi produto que teve maior queda de preço no mês de janeiro em Campo Grande 27,63

Batata foi produto que teve maior queda de preço no mês de janeiro em Campo Grande 27,63

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 27 capitais. Os principais foram o óleo de soja - com alta de 14,00% - e o café, com aumento de 2,96%. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O trabalhador florianopolitano, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, necessitou cumprir jornada de trabalho, em janeiro, de 103 horas e 46 minutos para adquirir os itens da cesta básica de alimentos. Os principais foram a batata, com redução de 29,58%, e o tomate que teve queda de 19,94%.

Já o feijão-carioquinha teve redução maior que no mês anterior, com variação de -17,53% em janeiro, seguido pelo leite integral (-8,35%), manteiga (-2,14%) e, finalmente, arroz branco (-0,87%). Em Brasília (0,22%) também houve aumento. A mais cara está em Porto Alegre (R$ 453,67), seguida da Capital catarinense (R$ 441,92). Rio Branco tem a mais barata: R$ 335,15. "A boa oferta desses produtos tem garantido o abastecimento, mantendo o preço em tendência de baixa", comenta a economista do Dieese, Daniela Baréa Sandi.

No cômputo geral, a cesta básica de Porto Alegre está 4,86% mais cara do que em janeiro de 2016.

A diferença entre o salário mínimo real e o necessário caiu de dezembro para janeiro. Entre as 13 localidades com redução, as mais expressivas foram anotadas em Belo Horizonte (-6,71%), Campo Grande (-4,69%), Palmas (-4,45%) e Brasília (-4,23%). Quando se compara o custo da cesta em relação ao salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, o comprometimento foi de 41,73% em janeiro 2017, percentual inferior aos 45,68% de dezembro 2016.