Guimarães ocupa o 61º lugar no Índice de Transparência Municipal

Câmaras com melhor desempenho na transparência municipal, Alfândega da Fé à frente

Câmaras com melhor desempenho na transparência municipal, Alfândega da Fé à frente

82 de um total de 100, na avaliação global feita pelo Índice de Transparência Municipal relativo a 2016, elaborado pela Transparência e Integridade, Associação Cívica representante portuguesa da ONG anticorrupção Transparency International.

Alfândega da Fé voltou a ser em 2016 a autarquia mais transparente do país. Em 2016, a média geral do desempenho dos municípios subiu.

Em causa estão 76 indicadores, agrupados em áreas, e não representa um índice de corrupção, nem significa sucesso eleitoral ou satisfação do eleitorado. E o vencedor absoluto deste ano é Alfândega da Fé, concelho presidido pela socialista Berta Nunes, que assim se torna tricampeão (só no primeiro ano deste ranking ficou em segundo lugar). O município de Trás-os-Montes atingiu, pela primeira vez, a pontuação máxima no Índice de Transparência Municipal.


A completar o top 10 surgem as seguintes câmaras: Carregal do Sal (98,21 pontos), Águeda (97,80), Arcos de Valdevez (97,39), Vila Nova de Cerveira (97,39), Pombal (97,12), Vila Pouca de Aguiar (96,70), Ponte da Barca (96,29), Valongo (96,29) e Cartaxo (94,92).

Já os municípios com índice mais baixo são Penela (16,21), Corvo (18,54), Calheta (Madeira) e Fornos de Algodres (20,60), São Vicente (20,74), Freixo de Espada à Cinta (21,56), Cadaval, Madalena e Vidigueira (22,94) e Portel (23,21).

No caso de Guimarães, a transparência na informação económica-financeira obteve os 100 por cento na avaliação, seguida da informação sobre contratação pública e urbanismo (64).


Até ao 50.º lugar nacional, encontramos mais três câmaras. "Nós procuramos outros indicadores, como os anúncios da abertura de concursos públicos, os relatórios de avaliação das propostas, entre outras, e essa informação que é importante para que os cidadãos, as próprias oposições municipais possam escrutinar a forma como se gasta o dinheiro e como se fazem contratos é a informação que, em média, continua a faltar mais", explicou João Paulo Batalha.

Este estudo revela que os municípios portugueses estão cada vez mais transparentes. Pelo menos é isso que aponta a quarta edição do Índice de TIAC, que conta nesta edição com a parceria do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, do Instituto Superior Técnico, do Núcleo de Estudos em Administração e Políticas Públicas da Universidade do Minho e do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro.