Heineken compra Kirin Brasil, empresa dona da Schin, por R$ 2,2 bilhões

Heineken

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Apesar de a companhia ter informado que as vendas da Brasil Kirin cresceram em volume no último ano, o negócio não era rentável.

A Kirin chegou ao Brasil em 2011 mediante a compra da segunda cervejeira local, Schincariol, por 2,65 bilhões de dólares. De acordo com o comunicado feito pela Kirin Brasil, a decisão foi tomada diante da crise na economia brasileira e a forte concorrência no mercado, problemas que impediriam a empresa de ter sucesso com a marca, por isso preferiu vendê-la.

Embora o Brasil seja o terceiro mercado mundial de cerveja atrás da China e dos Estados Unidos, o país vive sua pior recessão em mais de um século e essa situação aumentou a concorrência no mercado de bebidas alcoólicas. O portfólio da Kirin, afirmou a empresa holandesa, é complementar ao grupo de marcas atual da companhia e pode ajudar no crescimento da rede em mercados de massa ("mainstream") e fortalecer a atuação no segmento premium. Entre os produtos que agora fazem parte da marca holandesa estão as cervejas Schin e Devassa.

Com a operação anunciada nesta segunda-feira, que precisa ser aprovada pelas autoridades reguladoras, a Heineken se transformará na segunda maior cervejaria do Brasil, atrás da Ambev, filial local do grupo belgo-brasileiro AB-Inbev. No longo prazo, porém, a maior presença da Heineken no Nordeste é vista como um reforço para o cenário competitivo.