Polícia detém centenas de imigrantes ilegais

Alexandre Guzanshe  EM  D.A Press

Alexandre Guzanshe EM D.A Press

As autoridades de imigração norte-americanas prenderam centenas de imigrantes sem documentos em pelo menos seis estados ao longo desta semana em uma ofensiva que aparentemente marca o início da aplicação em grande escala da ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada em 26 de janeiro, destinada a deportar cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais, inclusive 3 milhões, supostamente com antecedentes criminais. O novo presidente ampliou substancialmente o escopo de quem o Departamento de Segurança Interna pode alcançar, para incluir aqueles que cometeram delitos menores ou até sem condenações.

As operações dos agentes do Serviço de Imigração (ICE) - a agência federal especializada em deportações - tiveram como alvo os lares de imigrantes clandestinos em Los Angeles, Nova York, Chicago, Austin e em outras cidades. Entretanto, ainda não foram divulgados os números oficiais da ação.

Gillian disse que a ofensiva, que começou na segunda-feira (6) e terminou sexta-feira (10), prendeu imigrantes sem documentos provenientes de 12 países latino-americanos.

"Estamos falando de pessoas que são ameaças à segurança pública ou uma ameaça à integridade do sistema de imigração", enfatizou.

Mas ativistas que combatem a repressão a imigrantes afirmam que as prisões não se resumiram a criminosos.

O congressista democrata do Illinois Luis Gutiérrez lamentou que Trump queira fazer uma demonstração de autoridade expulsando "um grande número de imigrantes" e criticou a ausência da "necessária supervisão" e "processo justo" nestes casos.

O diretor de imigração para a área de Los Angeles, David Marin, disse à imprensa que 160 pessoas foram presas na região.

Agentes de imigração em Los Angeles, no estado da Califórnia, detiveram dezenas de pessoas em casa ou a caminho do trabalho.

Isso representa um endurecimento das deportações em relação ao governo de Barack Obama, que dava prioridade às pessoas condenadas ou que tinham cometido crimes graves anteriormente. Cinco dias após assumir a presidência, ele assinou uma ordem executiva que deixou claro que qualquer imigrante vivendo no país ilegalmente poderia ser uma prioridade para deportação, particularmente aqueles com ordens de deportação em destaque.