Google se junta à Disney e cancela investimentos em canal de PewDiePie

Disney anuncia o cancelamento do acordo com PewDiePie

Disney anuncia o cancelamento do acordo com PewDiePie

Seu contrato com a Maker Studios dava a ele independência editorial. Além de ter sua série cancelada, Kjellberg também foi removido do Google Preferred, um programa de anúncios mantido pelo Google em que a empresa investe do próprio em dinheiro nos canais mais influentes do YouTube.

A polêmica com Felix Kjellberg começou quando o jornal americano "The Wall Street Journal" publicou uma análise de nove vídeos do youtuber nos últimos seis meses. Em um dos vídeos, um homem vestido de Jesus afirma que "Hitler não fez absolutamente nada de errado".

A questão levanta um problema recorrente do YouTube: muitos YouTubers acreditam que seus públicos, formado principalmente por crianças e jovens, teriam a capacidade para entender suas sátiras e, inadvertidamente, acabam passando os limites do bom senso.

No vídeo em questão, PewDiePie utilizou a plataforma Fiver para pagar a duas pessoas na Índia que seguravam um cartaz onde se lia "Morte a todos os Judeus". Apesar da polêmica, o YouTube recusou-se a comentar o caso especificamente, mas ambos os vídeos citados acima foram retirados por ar.

"Estava a tentar mostrar como o mundo moderno pode ser louco, especialmente alguns dos serviços que estão disponíveis online".

O cancelamento do contrato que unia PewDiePie à Maker Studios - comprado pela Disney em 2014 - é uma das notícias do dia depois da estrela do YouTube ter incorporado piadas anti-semitas e referências nazis em vários dos vídeos publicados ultimamente no seu canal.

Eu acho que é importante dizer algo e eu quero esclarecer uma coisa: Eu não estou de maneira nenhuma apoiando qualquer tipo de atitude de ódio. Penso no conteúdo que crio como entretenimento, e não como um lugar para qualquer comentário político sério. Estima-se que tenha ganho 15 milhões de dólares em 2016 (aproximadamente 14 milhões de euros) a partir de conteúdo patrocinado, publicidade e presenças em eventos. "Embora esta não fosse minha intenção, entendo que estas piadas eram ofensivas", disse. O canal público continua operando no YouTube, sem restrições, mas resta saber por quanto tempo seu reinado irá durar sem o apoio de patrocinadores e parceiros.