Temer diz que afastará ministro denunciado pela Lava Jato

Presidente Michel Temer fez pronunciamento à imprensa na manhã desta segunda-feira

Presidente Michel Temer fez pronunciamento à imprensa na manhã desta segunda-feira

Em um breve pronunciamento após a convocação surpresa de coletiva à imprensa, o presidenteMichel Temer falou sobre a Operação Lava Jato e governo, além de tratar sobre o direito de greve. "Quero anunciar em caráter definitivo e, talvez pela enésima vez, que o governo jamais poderá interferir nessa matéria", declarou o chede do governo. Minha afirmação é que se houver denúncia que significa um conjunto de provas que eventualmente possa conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente, então depois se acolhida a denúncia e aí sim a pessoa, no caso o ministro, se transformar em réu, o afastamento é definitivo.

"Não pode aceitar que a simples menção inauguradora de um inquérito para depois inaugurar uma denúncia e depois inaugurar um processo já seja de molde a incriminar em definitivo e em consequência afastar o eventual ministro", prosseguiu. Não há nehnhuma tentativa de blindagem. "O Governo não quer blindar [proteger] ninguém", afirmou. Temer citou que outros projetos semelhantes estão tramitando no legislativo e o governo está dando mais uma contribuição.


O anúncio de Michel Temer se refere à expectativa do planalto quanto ao desdobramento da homologação das 77 delações premiadas da empreiteira Odebrecht pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, a criação do projeto neste momento não está relacionada com a paralisação de policiais militares no Espírito Santo, que já são proibidos legalmente de fazer greve. "(Em casos como esse) irá aplicar única e somente o texto constitucional", disse.


O pronunciamento do presidente Michel Temer sobre a Lava Jato lembra a resposta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista à GloboNews, assim que ele foi reeleito.