Rio recebe 9 mil militares para o patrulhamento da região metropolitana

Pezão queria reforço das Forças Armadas até depois do Carnaval
Valter Campanato

Pezão queria reforço das Forças Armadas até depois do Carnaval Valter Campanato

Segundo uma fonte do Palácio do Planalto, a decisão pela liberação dos militares por um prazo menor se deu porque "não há elementos por enquanto que justifiquem as Forças Armadas ficarem no Estado por mais tempo". Além disso, um grupamento de mil fuzileiros navais vai atuar entre o limite norte do bairro do Caju e o limite sul do bairro do Leblon, abrangendo áreas como a zona portuária, Aeroporto Santos Dumont, Marina da Glória, Flamengo, Copacabana, Lagoa e Leblon. O Estado enfrenta mobilização de mulheres dos policiais militares, que bloquearam alguns batalhões e companhias da PM para bloquear a entrada e saída de viaturas.

"Nossa presença se dá para liberar efetivos da Polícia Militar para necessidades decorrentes de manifestações, como também de uma sobrecarga que existe por conta dos turnos que estão sendo realizados pela polícia".


Apesar dos benefícios atrasados e dos diversos protestos que ocorreram em frente aos batalhões na última semana, o governador ressaltou que não acredita em uma possível paralisação de PMs como acontece no Espírito Santo. Elas reivindicam melhores condições de trabalho para os agentes. O comando-geral da corporação afirma que a situação está práticamente normal, que está a conseguir colocar nas ruas 95% do efectivo, mas a situação é realmente grave e já se começa a notar redução no policiamento.

"Não está na Constituição e não é permitido".


No mesmo dia, o Presidente brasileiro comentou os problemas de segurança no país, afirmando que "o Governo decidiu que as Forças Armadas estão prontas e disponíveis contra qualquer hipótese de desordem em qualquer Estado do país".

"Amanhã (terça-feira) estamos pagando a folha de toda a área de segurança".


Michel Temer também voltou a descrever a greve dos policiais militares do Espírito Santo como uma "insurgência", já que estes profissionais "pela lei são impedidos de entrar em greve".