Setor de Serviços cai 8,6% na Bahia

Reuters

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Os resultados de volume do setor de serviços para o 4º trimestre de 2016 apontam para um recuo de 2,8% em relação ao 3º trimestre, na série livre de influências sazonais, revertendo a sequência de retrações menores observadas nos trimestres anteriores. Ficou 0,1% menor que o resultado de 2015. O agregado especial das Atividades turísticas apresentou crescimento de 3,1%, na comparação com o mês imediatamente anterior.

Em 2016, foram os transportes que puxaram para baixo o desempenho do setor de serviços, de acordo com a pesquisa.

Já na composição da taxa global de volume sem ajuste sazonal, serviços de informação e comunicação ficou com -2,6 pontos percentuais, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com -2,1, serviços profissionais administrativos e complementares com -0,9, serviços prestados às famílias, com -0,1 e outros serviços, com 0,0 ponto percentual. Em termos trimestrais, os resultados desse último trimestre representam a maior retração do setor, na série iniciada em 2012. A atividade acumulou a maior perda do setor em 2016 (-7,6%), com destaque para o Transporte terrestre, que perdeu 10,4%.

O decréscimo de 3,8% no segmento de serviços de informação e comunicação, detentor de 35,7% do setor de serviços, contribuiu significantemente para a queda do setor como um todo. Houve interrupção na melhora no ritmo de queda tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O crescimento do setor de serviços será fundamental para a recuperação do PIB.

O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares - como serviços jurídicos, contábeis, de auditoria, consultoria empresarial - também registrou forte queda, de 5,5% em 2016.

"Não dá para dizer que o setor de serviços entrou numa fase de recuperação".

A variação dos serviços de informação e comunicação registrou patamar de -3,2%, onde os serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias deteve a maior queda, com -7,1%.

O volume do setor de serviços apresentou, no mês de dezembro, crescimento de 0,6% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, após ter registrado alta de 0,2% em novembro e recuo de 2,3% em outubro.

O segmento Serviços prestados às famílias variou -4,4% em 2016, dependendo da recuperação do poder de compra das mesmas para retomar seus resultados positivos. Saldanha disse que a retração do ano passado reflete o desaquecimento da atividade econômica, de um modo geral e, em particular, a restrição orçamentária dos governos.

A queda de 5,7% no setor de serviços em dezembro do ano passado frente a dezembro de 2015 reflete resultados negativos em todas as unidades da Federação, sendo que as maiores variações foram registradas em Mato Grosso (-33,1%), Rondônia (-19,6%) e Tocantins (-18,5%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior sem ajuste sazonal, as variações positivas foram as seguintes: Goiás (13,9%), Pernambuco (8,2%), São Paulo (7,3%) e Rio Grande do Sul (1,4%). Em contrapartida, o Distrito Federal deteve a maior variação negativa, com -13,6%, seguido do Ceará, com -10,9%, Rio de Janeiro, com -7,3%, Espírito Santo, com -5,8% e Minas Gerais com -5,2%. Nessa comparação, houve queda de 2,6% para a média nacional, e Pernambuco teve o destaque positivo, com um crescimento de 3,2%.