Entenda o que é a solução de dois Estados

EUA se afastam da solução de ‘dois Estados’ no Oriente Médio

EUA se afastam da solução de ‘dois Estados’ no Oriente Médio

Após encontro com Netanyahu, presidente diz que aceitaria tanto solução de um como de dois Estados para conflito entre israelenses e palestinos, rompendo com uma política de décadas de Washington.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15/02) que é indiferente quanto à solução que for encontrada para resolver o conflito entre israelenses e palestinos, sinalizando uma ruptura radical com uma política de décadas para o processo de paz.

A chamada solução de dois Estados é o projeto para a criação de um Estado palestino que coexista pacificamente com o israelense.

Para o líder palestino Hanane Ashraui, há um "consenso global" baseado na solução de dois Estados para alcançar a paz. "Ficarei feliz com a solução que as duas partes preferirem", disse o presidente dos EUA, indicando uma mudança significativa na política norte-americana sobre a questão. A ONU, que concedeu ao Estado palestino o status de Estado observador, defende esta opção, que é, também, o princípio fundamental do recomendado pela União Europeia.


Netanyahu, que se comprometeu em 2009 com a criação de um Estado palestiniano, alinhou pelo menos tom, dizendo que os negociadores não devem concentrar-se em "etiquetas" mas na "substância" do que pode ser atingido.

Ao longo da campanha eleitoral, Trump sempre se mostrou pró-Israel. "Eu rejeito as ações injustas e unilaterais contra Israel na ONU", declarou.

"Eu gostaria de ver você segurar um pouco os assentamentos", disse Trump diretamente a Netanyahu, apesar de garantir que está aberto a negociar o assunto, que foi durante anos um dos maiores obstáculos para a paz entre palestinos e israelenses.


Atualmente, líder de um governo de coalizão dominado por ultra-nacionalistas e partidários da colonização sem restrição, é pressionado pela ala mais à direita de seu governo, que defende a anexação da Cisjordânia. Na mesma entrevista, o presidente americano afirmou que desejava um acordo "bom para todas as partes", mas que para isso israelenses e palestinos devem ser "razoáveis". No final de setembro ano passado, metade dos palestinos e 41% dos israelenses eram contra.

Por sua vez, Netanyahu disse que os EUA são "os melhores aliados" que os israelenses têm e que a parceria entre as duas nações é forte.


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