Leviatã espreita filho de Lobão e apadrinhado de Jader

Canteiroda Usina de Belo Monte em 2013 consórcio construtor teria pago propina de 1% do valor da obra- Regina Santos  Agência O Globo

Canteiroda Usina de Belo Monte em 2013 consórcio construtor teria pago propina de 1% do valor da obra- Regina Santos Agência O Globo

O inquérito do STF que originou a Operação Leviatã investiga o pagamento e o recebimento de propina na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. De acordo com a PF, integrantes de dois partidos teriam recebido propina de 1% sobre as obras civis do empreendimento, pagas por parte das empresas integrantes do consórcio construtor.

O consórcio é composto por diversas empresas, entre elas algumas estrelas da Lava Jato, como Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS.


A opera\xe7\xe3o foi autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin.

No inqu\xe9rito, s\xe3o investigados, al\xe9m de Lob\xe3o e Barbalho, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Juc\xe1 (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).


Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (RJ), em Belém (PA) e Brasília (DF), nas residências e escritórios de trabalho dos investigados. O primeiro alvo é Márcio Lobão, filho do senador, que já foi citado na delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Sobre as denúncias envolvendo Márcio Lobão, a empresa disse que os assuntos pessoais do presidente serão tratados por seus advogados.

A indicação atendeu aos interesses de Helder Barbalho (PMDB-PA), que era ministro da Secretaria dos Portos na época, e de seu pai, o senador Jader Barbalho -aliados históricos de Luiz Otávio. Quando recorria, a punição prescreveu. Em 2016, enquanto tentava se manter no Palácio do Planalto, a então presidenta Dilma Rousseff indicou Campos para a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq). Eles poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


Após a deflagração da operação, o PMDB, partido de Lobão, divulgou nota na qual afirma que "apoia todas as investigações e vê como positiva qualquer medida do STF que possa tornar célere a conclusão dos processos".