Padilha defende nova fonte de financiamento para a Previdência

Padilha: Reforma da Previdência ajuda retomada de grau de investimento

Padilha: Reforma da Previdência ajuda retomada de grau de investimento

Em um discurso de pouco mais de 20 minutos, focado nos interesses do mercado financeiro, Padilha afirmou nesta quarta que a reforma "já está precificada pelo mercado brasileiro" e que a confiança no país está crescendo.

Ele destascou que o déficit da Previdência tem aumentado ano a ano e que a previsão deste ano é um rombo superior a R$ 260 bilhões. "Se não fizermos a reforma, em 2024 teremos a extinção dos gastos discricionários. Não haverá dinheiro para investimentos e programas sociais", disse.

Na apresentação, Padilha destacou que sem reforma, em 2025 só serão pagos a Previdência, folha, FAT, saúde e educação.

- Somos retardatários nesse processo (de fixar idade mínima), não somos precursores. A intenção inicial do governo era a de indicar um nome técnico para a Saúde. A reforma acaba com isso e cria uma regra que o nível de reposição depende da quantidade de filhos. Uma parte sem a outra não tem vida, não vai acontecer o ajuste - disse o ministro. "Não estamos inovando, estamos nos colocando em parâmetro internacional", disse, durante audiência pública na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o tema.

De acordo com o ministro, haverá respeito ao direito adquirido. "E todos os que tenham mais de 50 anos sendo homem, e 45 sendo mulher, não terão nenhum prejuízo", destacou.

Padilha afirmou ainda que a reforma da Previdência, se aprovada, vai apenas estabilizar o déficit em cerca de R$ 280 bilhões. "Vamos cuidar para que não exista esse 'congestionamento'", disse.

O ministro não quis informar um prazo para enviar ao Congresso o projeto dos militares, mas, como a previsão é votar a PEC na Câmara e Senado no primeiro semestre, a reforma dos benefícios pagos para as Forças Armadas, policiais e bombeiros militares deve ficar mesmo para a segunda metade de 2017. "Nós esperávamos e esperamos que todos aqueles partidos aliados da base também indiquem pessoas que tem essa mesma qualificação", explicou. Em entrevista ao sair da audiência, o ministro defendeu a aprovação da reforma encaminhada pelo Palácio do Planalto e argumentou que somente com mudança nas regras para concessão de aposentadorias será possível estabilizar o déficit do setor.

Após a apresentação do ministro da Casa Civil, o secretário nacional da Previdência, Marcelo Caetano, fez um pronunciamento e passou a responder perguntas dos deputados que integram a comissão.

A participação de Padilha abriu os debates da comissão.