Cunhado de rei da Espanha é condenado por improbidade administrativa

Espanha irá emitir veredicto sobre caso de fraude fiscal de princesa Cristina

Espanha irá emitir veredicto sobre caso de fraude fiscal de princesa Cristina

As sentenças, anunciadas pela Audiência de Palma de Mallorca (Ilhas Baleares) que os julgou junto com outras 15 pessoas por desvio de fundos públicos, entre outros crimes, podem ser apeladas à Corte Suprema.

Iñaki Urdangarin deverá pagar, por seu turno, uma multa de 512 mil euros.

Nesse meio tempo, o casal, antes considerado exemplar e moderno, foi afastado dos atos oficiais da Casa Real e, inclusive, perdeu o título de duques de Palma, retirado do rei Felipe VI em 2015.

A Infanta Cristina foi absolvida, enquanto o marido, Iñaki Urdangarin, foi condenado a seis anos e três meses de prisão. O que será naturalmente seguido com muita atenção pela imprensa, já que se espera qualquer reação dos monarcas espanhóis. Mesmo que Urdangarin tenha precisado de ajuda médica.

Nem Cristina nem o marido estiveram presente em tribunal. Os dois estão casados desde 1997 e têm quatro filhos, três rapazes e uma rapariga, entre os 17 e os 12 anos.

O pacto de silêncio, que durante anos protegeu a família real, desfez-se completamente com o maior escândalo financeiro que afetou a imagem da coroa espanhola e que, alegadamente, terá apressado a renúncia de Juan Carlos a favor do filho Felipe.Considerada 'persona non grata', Cristina aprende a adaptar-se. No fundo, mais perto de casa, Dona Cristina poderá ainda receber assiduamente as visitas de Dona Sofia, sua mãe, da irmã, a Infanta Elena. É na Lapa que está localizada a Fundacão Agá Ján e será exatamente aqui que trabalhará a irmã do Rei espanhol. A mulher de Diego Torres, Ana Maria Tejeiro, também foi absolvida.

O promotor Anticorrupção das Baleares, Pedro Horrach, anunciou após conhecer a decisão do chamado "Caso Nóos" que avaliará "quase de forma imediata" se pede a prisão de Iñaki Urdangarin e de Diego Torres. E, segundo o El Pais, tudo leva a crer que o exílio que se auto-impôs continuará agora em Lisboa, onde a Fundação Aga Khan vai instalar a sua sede.