Hospital da Guarda: Grávida perde bebé por alegada falta de assistência

O caso aconteceu esta quinta-feira, na Unidade de Saúde Local (ULS) da Guarda, cuja administração já abriu um processo de averiguações para apuramento de responsabilidades na morte da bebé, por alegada falta de assistência.

"Esta situação precisa de ser observada por alguém externo". No entanto, terá estado uma hora e meia à espera do obstetra, que só chegou quando já não havia nada a fazer. Feita a ecografia fetal confirmou a morte do feto. Em sua opinião, "é prematuro dizer o que quer que seja" sobre o assunto, alegando que vai ser objeto de investigação. O diário adianta que Cláudia Costa, de 39 anos, tinha o parto por cesariana agendado para o dia 27, mas deslocou-se na quinta-feira ao serviço de obstetrícia do hospital da Guarda "com perdas de sangue".


Parco em palavras e em revelar detalhes sobre o que em concreto se passou, Carlos Rodrigues apenas confirmou a existência da abertura de uma investigação ao caso, liderada por "três especialistas de obstetrícia e uma jurista, nomeados pela ARS [Administração Regional de Saúde]".

De acordo com o que o JN indica, Cláudia entrou em trabalho de parto e foi colocada nas chamadas 'cintas' de forma a controlarem o batimento cardíaco da bebé.


Disse ainda que logo após o registo da ocorrência o CA solicitou de imediato esclarecimentos ao diretor do Departamento de Saúde da Criança e da Mulher e à diretora do Departamento de Saúde, que elaboraram um relatório preliminar que deu origem ao inquérito que vai ser realizado. Uma unidade de saúde que foi, de resto, distinguida em 2015 como um hospital "amigo dos bebés". A ARSC assegura que serão "apuradas todas as responsabilidades e respectivas consequências resultantes do processo de inquérito".