Promotores de 15 países trocarão informações sobre a Odebrecht

Russel-Procuradores de 11 países se juntam para investigarem os crimes da Odebrecht

Russel-Procuradores de 11 países se juntam para investigarem os crimes da Odebrecht

Os procuradores do Brasil e de mais dez países onde a construtora Odebrecht atuou fecharam, nesta quinta-feira (16), em Brasília, um acordo que prevê a criação de equipes para investigar supostos crimes cometidos pela empresa.

O comunicado divulgado após uma reunião que aconteceu sob total sigilo informou que também foi decidido criar "equipes conjuntas de investigação, bilaterais ou multilaterais", para coordenar os trabalhos no Brasil e nos outros países em que a Odebrecht incorreu em subornos e outros atos ilegais.

Neste primeiro dia, estiveram presentes os representantes dos Ministérios Públicos da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana e Venezuela.

Um dos pontos do pacto prevê que, para a recuperação de ativos, a Odebrecht seja obrigada, em caso de irregularidades, a reparar os danos causados.

O objetivo do encontro é estudar o caso Odebrecht, desde o financiamento ilegal de campanhas eleitorais, ao pagamento de propinas para obter contratos de obras públicas.

Além disso, geraram um enorme rebuliço em cada um dos países citados, que pediram mais informações ao Brasil, já que 77 ex-diretores da Odebrecht envolvidos no escândalo acertaram colaborar com a Justiça e fizeram acordos de delação premiada que podem revelar detalhes sobre as operações das empresas no exterior.

A dimensão internacional do escândalo foi confirmada no final do ano passado, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a construtora tinha admitido que pagou US$ 788 milhões em subornos em 12 países de América Latina e África, incluindo o Brasil.