Vice-almirante Robert Harward recusa convite de Trump

Robert Harward

Robert Harward

O vice-almirante Robert Harward recusou a oferta do presidente Donald Trump para ser o novo chefe do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca.

A autoridade da Casa Branca disse que Harward citou razões familiares e financeiras para recusar o trabalho - ele é executivo de alto escalão na empresa Lockheed Martin.

A fonte falou sob anonimato porque a decisão ainda não foi anunciada publicamente.

Michael Flynn demitiu-se do cargo de conselheiro de Trump no início da semana perante alegações de que discutiu com o embaixador russo Sergei Kislyak a possibilidade de o novo governo dos EUA suspender as sanções impostas pela anterior administração ao diplomata e a outras personalidades e empresas russas em retaliação à anexação da Crimeia em 2014.

Harward, um ex-SEAL (força de operações especiais da Marinha), de 60 anos, foi o número dois do Comando Central dos EUA quando este era liderado pelo agora secretário de Defesa James Mattis.

Em comunicado, Harward se diz impossibilitado de assumir o cargo, uma vez que o trabalho exige "24 horas por dia, sete dias por semana, de concentração e comprometimento para que seja bem feito. Nesse momento não posso assumir este compromisso", disse o vice-almirante.

O vice-almirante, porém, afirmou à agência Associated Press que o governo teria sido "bastante acolhedor às minhas necessidades, tanto profissionais quanto pessoais". Na terça-feira, Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, disse aos jornalistas que o Presidente já sabia "há semanas" que Flynn tinha falado com o embaixador russo e que decidiu pedir-lhe que se demitisse por ter mentido a Pence sobre o conteúdo dessas conversas.

As hipóteses que são agora mais faladas são do atual conselheiro de Segurança Nacional, Keith Kellogg, e do general reformado David Petraeus.