Isaltino avança porque "o povo praticamente exigiu"

Isaltino Morais é candidato a Oeiras

Isaltino Morais é candidato a Oeiras

Isaltino Morais é candidato à Câmara Municipal de Oeiras, nas próximas eleições autárquicas de 1 de outubro, revela o próprio em entrevista à TSF, difundida hoje.

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Isaltino Morais esteve à frente da Câmara Municipal de Oeiras durante 24 anos e oito foram ao lado de Paulo Vistas, atual presidente da autarquia, que, apesar de ter sido um dos homens forte do PSD, já tinha anunciado que ia candidatar-se nas autárquicas de 2017 pelo movimento independente que Isaltino Morais fundou. À TSF o antigo autarca diz que avança porque as pessoas lhe pediram e porque o PSD não tem um bom candidato.

Depois de se ter falado de um apoio do PSD a Paulo Vistas e de ter sido o próprio a rejeitar, por fim, esse apoio, Ângelo Pereira rejeitou ser "candidato de recurso". "Era eu que estava a criar instabilidade e dava pretexto a quem estava a governar para que pudesse dizer que o Isaltino veio criar instabilidade e desviar atenções". "Acredito que uma parte significativa se não a maioria das pessoas, porque me conhecem, sabem a minha vida, sabem como vivi, considera que eu sou uma pessoa honesta". "Oeiras deixou de ser falada nos últimos quatro anos". "A voz de Oeiras não existe", afirmou. "Eu não posso ser perentório em relação aquilo que as pessoas pensam. Se me perguntar se eu esperava melhor de Paulo Vistas, claro que esperava".

A desilusão de Isaltino vai ao plano pessoal, e embora não o acuse de traição, confessa que perdeu um amigo: "O que se passou entre mim e o Paulo foi que se quebrou a cumplicidade que havia". "Volto como se fosse o meu primeiro dia de autarca", disse à TSF.

Sem dinheiro para campanhas milionárias, diz que vai fazer uma campanha "na rua", à Marcelo, e conta com uma adesão massiva: "Eu espero que sejam as pessoas a financiar a minha campanha. Eu estou convencido que vou conseguir um resultado que pague a campanha na totalidade", disse.

Isaltino foi condenado a dois anos de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais e foi libertado em junho de 2014.