EUA alertam Síria sobre mais represálias por novos ataques químicos

O suposto ataque químico em Khan Sheikhoun deixou mais de 80 pessoas mortas

O suposto ataque químico em Khan Sheikhoun deixou mais de 80 pessoas mortas

Além disso, o governo russo assegurou que o bombardeio representa um revés tanto para a luta contra o terrorismo internacional como para o processo de paz e o cessar-fogo no país árabe, cujos garantidores são Rússia, Turquia e Irã.

Tillerson sinalizou que deve endurecer o discurso durante a visita.

O secretário de Estado americano assistiu também a uma cerimônia em lembrança ao massacre nazista em Sant'Anna di Stazzema, perto de Lucca, onde 560 civis foram assassinados pela SS em 1944.

Desde o ataque químico de 4 de abril, Tillerson não deixou de acusar a Rússia de ser a responsável "moral" pela morte de mais de 80 pessoas na província de Idlib, uma ação da qual os países do Ocidente responsabilizam Assad.

A Casa Branca advertiu nesta segunda-feira a Síria que o Exército americano poderá voltar a agir em represália caso sejam registrados mais ataques com armas químicas ou bombas de barril.

"É o momento de Vladimir Putin encarar a verdade sobre o tirano que está apoiando", disse Johnson, segundo um porta-voz do ministério de Relações Exteriores.

Tillerson tem viagem marcada para a Rússia após o encontro do G-7 na Itália e Johnson disse que ele dará "uma mensagem clara e coordenara para os russos".

"Ou a Rússia foi cúmplice, ou incompetente, ou foi enganada por Assad". Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

O que está no ar é uma possível reunião entre Putin e Tillerson, já que ambos os países estão preparando há várias semanas o encontro entre o líder russo e Donald Trump.

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Angelino Alfano, disse que o amplo apoio da Europa aos ataques norte-americanos contribuiu para uma "renovada harmonia" entre os Estados Unidos e os parceiros europeus.

Depois do ataque americano a uma base aérea militar do governo, o secretário de Estado homenageou vítimas de um massacre nazista na Segunda Guerra Mundial, e disse: "Estamos renovando o compromisso de punir todos que cometem crimes contra inocentes".

O uso de bombas de barril pelo regime de Bashar al-Assad poderia gerar uma resposta dos Estados Unidos, afirmou a Casa Branca nesta segunda-feira.