Terço de Joana Vasconcelos pode ser cópia do Brasil

Terço gigante de Joana Vasconcelos inaugurado no Santuário de Fátima

Terço gigante de Joana Vasconcelos inaugurado no Santuário de Fátima

Segundo o sacerdote, era isso que o santuário pretendia: "marcar o Centenário das Aparições com uma obra de arte que fosse significativa, que fosse profundamente enraizada na mensagem de Fátima", como é o caso, pois representa um terço.

Para Joana Vasconcelos não há a mínima hipótese de se falar em "cópia", já que é a mesma coisa que dizer que "o coração de Viana é uma cópia". "Neste caso, é um terço e há vários artistas a representar terços", disse a artista, que também citou o terço feito com balões confeccionado no Egito, durante a visita do Papa Francisco. A obra pertence à famosa artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos. "À noite faz um efeito que só existe em Fátima", explica. A obra foi apresentada esta terça-feira, em Fátima.

O terço "português", que vai ser iluminado pela primeira vez na noite de 12 de maio, na presença do Papa Francisco, tem 26 metros, e é feito de contas brancas.

No dia da inauguração, Joana Vasconcelos referiu que a peça "tem a ver com esta relação entre o céu e a terra e a luz" que ilumina o caminho, adiantando ter "muito gosto" em poder fazer parte do centenário, "deste momento tão importante para Portugal e para os portugueses, e poder colaborar nesta mensagem de paz".

A passagem do pontífice pela capelinha, para um momento de oração, vai ser o primeiro ato oficial da Peregrinação ao Santuário de Fátima onde vai presidir ao Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos pastorzinhos.

É que a Festa de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, no Brasil, têm como atrativo um terço gigante, que todos os anos se ergue e se ilumina, desde 2014 com lâmpadas led.

Em 2017, a 15 de abril, o terço foi confecionado com bolas de esferovite recicladas, flores de papel, seis mil pérolas e arames, num total de mais de 12 mil peças. Todos os anos, o médico e artista empenha-se em trazer novidades à peça, para que nunca seja igual ao do evento anterior.