Um terço e um documentário: não duas, mas muitas facetas de Fátima

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Foi inaugurado esta terça-feira o terço gigante de Joana Vasconcelos, na entrada da Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima. Ao Observador, a artista plástica diz que "desconhecia" o terço brasileiro, mas que os dois terços "não têm nada a ver um com o outro".

Joana Vasconcelos realçou que a peça 'Suspensão' procura refletir "a relação entre o céu, a terra e a luz" e fazer passar "uma mensagem de paz, de tolerância e de amor para o mundo". Segundo os pastorinhos, a Virgem traria na mão um terço feito deste material.

O terço "português", que vai ser iluminado pela primeira vez na noite de 12 de maio, na presença do Papa Francisco, tem 26 metros, e é feito de contas brancas.

O Santuário de Fátima informa que o Papa Francisco vai ser acolhido por crianças das três escolas católicas da região quando chegar à Capelinha das Aparições na tarde de 12 de maio. "Deve estar presente, representar o seu país e os momentos históricos que são vividos pelo país, e quando é chamado a fazê-lo deve representá-lo, e foi isso que eu fiz", disse Joana Vasconcelos, na cerimónia de apresentação conjunta de "Suspensão" e do documentário "As Faces de Fátima", que o canal televisivo História estreia no próximo dia 08.

A artista referiu que teve "muito gosto" em poder representar um momento tão importante para os portugueses. A moda pegou. O terço foi ali colocado para as tradicionais comemorações da Festa de Nossa Senhora da Penha.

Aproveitando o "peculiar estilo" da nossa artista, se calhar não teria sido má ideia pedir à Joana que fizesse um pequeno quarto para albergar alguns peregrinos. Em 2013, foi iluminado com duas mil lâmpadas LED (que também serão utilizadas por Joana Vasconcelos) azuis e brancas. O criador desse terço é um médico, Osmar Salles, que todos os anos acrescenta uma novidade na sua obra. O terço está até meados de maio exposto.

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