Ataque hacker agora mira hospitais no Reino Unido — Europa sequestrada

Telefónica vítima de vírus desliga os computadores de sua sede

Telefónica vítima de vírus desliga os computadores de sua sede

Hospitais da Grã-Bretanha foram atingidos. "Seus computadores agora estão sob nosso controle", diz um trecho da mensagem, conforme reportou um médico nas redes sociais. "Estamos cientes de um incidente de cibersegurança e estamos trabalhando em uma resposta", disse um porta-voz da NHS Digital, a divisão do NHS responsável por questões de tecnologia.

"Por volta das 12h30 começamos a ter problemas com o email, ao qual deixamos de conseguir aceder. Depois disto, todos os sistemas começaram a ir abaixo, e ficámos sem acessos aos ficheiros dos pacientes", lê-se numa mensagem de texto enviada a um jornalista do GuardianHS por um funcionário do NHS.

A gigante das telecomunicações espanhola Telefónica também informou que foi vítima de um vírus cibernético que obrigou a empresa a desligar todos os computadores de sua sede em Madri."É um vírus".

Um dos médicos do serviço de urgência do hospital de Liverpool, John Caldwell, disse que o acesso à informação sobre cada paciente estava "completamente bloqueada" e que este ataque se estava a revelar "muito limitador" da atividade no hospital, na medida em que "é impossível aceder a resultados de exames anteriores, informação clínica, receitas e tudo o resto".

Diferentes empresas em todo o mundo registraram nesta sexta-feira ataques de hackers. Tal como em Portugal, o setor das telecomunicações é o mais afetado. "O vírus afetou centenas de computadores na sede central", afirmou à AFP uma fonte da Telefónica que pediu anonimato e destacou que o serviço aos usuários não foi alterado. Segundo o diretor de informática da Telefónica, Jose Maria Alonso, a empresa sofre ataques "com regularidade", afirmando que o desta sexta-feira "não foi assim tão grande".

A Gás Natural espanhola terá sido outra das empresas afetadas, que também optou por suspender as operações. Também no grupo Prisa se optou por prevenir em vez de remediar.

Na rede social Twitter, vários usuários compartilharam imagens de suas telas de computadores após o sequestro. Foi ainda noticiado que o mesmo vírus teria afetado equipamentos informáticos de empresas como a consultora KPMG, o banco BBVA, a Iberdrola e a Vodafone.