Emmanuel Macron toma posse e assume presidência da França

Emmanuel Macron e Brigitte Trogneux no dia 7 de maio de 2015- AFP  Arquivos

Emmanuel Macron e Brigitte Trogneux no dia 7 de maio de 2015- AFP Arquivos

Para além de ser o mais novo Presidente da história de França, é também o primeiro da Quinta República a ter nascido já depois da morte do fundador Charles de Gaulle.

No discurso, pronunciado pouco depois que o presidente que encerrou seu mandato - François Hollande - deixou o Eliseu, a Europa ocupou um espaço importante e Macron prometeu trabalhar para "fortalecer e relançar" o projeto europeu, pois o mesmo protege a França "e permite projetar os valores franceses no mundo".

Macron também fez questão de salientar que "a França somente é forte se é próspera".

Por isso, as duas prioridades do novo presidente serão devolver aos franceses a confiança neles mesmos e convencê-los de que o país tem "em suas mãos todos os meios que tornarão e que tornam grandes as potências do século XXI".

"O mundo e a Europa necessitam hoje, mais do que nunca, de uma França forte e segura do seu destino, que traga a voz da liberdade, que saiba inventar o futuro". "O trabalho será liberado, as empresas serão apoiadas, a criação e a inovação estarão no centro das minhas ações", acrescentou.

Macron, um fervoroso europeísta, quer impulsionar uma cooperação mais estreita com a primeira economia da zona do euro para ajudar o bloco a superar a saída iminente do Reino Unido, outro de seus membros mais poderosos. Merkel aplaudiu a vitória de Macron contra Le Pen, dizendo que levava "esperança de milhões de franceses e também de muitos na Alemanha e em toda a Europa".

Hollande entregou as chaves do Eliseu mas, diferentemente de seu antecessor Nicolás Sarkozy, não anunciou sua retirada da vida política.

Em junho, enfrenta difíceis eleições legislativas, nas quais seu movimento político buscará a maioria absoluta para poder aplicar sua ambiciosa agenda de reformas.

Prioritária também é a luta contra o terrorismo, num país onde vários atentados terroristas mataram 239 pessoas desde 2015 e que continua sob o estado de emergência e de onde partiram centenas de jovens que se juntaram aos 'jihadistas' na Síria e no Iraque, cujo regresso é em si uma ameaça considerável.