Jovem por trás do jogo 'Baleia Azul' quis "limpar a sociedade"

Jovem por trás do jogo 'Baleia Azul' quis

Jovem por trás do jogo 'Baleia Azul' quis "limpar a sociedade"

Durante o jogo, os participantes devem obedecer cegamente a um curador, como Phillipp Lis, que os obriga a mutilarem-se e cumprirem tarefas como ouvir músicas psicadélicas, ver filmes de terror o dia inteiro e não falar com ninguém. "Ou seja, aqueles que não representam nenhum valor para a sociedade", garante o russo, que acreditar ter trabalhado para o ~bem maior~ e 'limpado a sociedade do lixo'. Que causam ou só vão causar danos à sociedade.

Ele afirmou que criou o jogo para "limpar a sociedade".

Um dos autores do jogo da morte já foi preso na Rússia, segundo adianta o jornal britânico Daily Mail.

O russo, de 21 anos, está a responder em tribunal por incentivo ao suicídio.

As autoras das cartas são jovens vulneráveis, cuja correspondência não pode ser impedida pelas autoridades prisionais. "E assim nasceu esse sentimento", explicou a psicóloga Veronika Matyushina, em declarações ao Daily Mail.

Convidados e público vão discutir sobre o alarmante jogo da Baleia Azul, que propõe desafios violentos à adolescentes, dentre eles a automutilação e cometer suicídio. De nível em nível, chegam até ao derradeiro capítulo: o suicídio. Quando era adolescente, vivia uma realidade complicada, sem contacto com a mãe e sem laços de afetividade. "Começou no ano de 2013, quando eu mesmo criei a comunidade online. Era necessário distinguir pessoas normais do lixo biológico", disse o rapaz. "Eu estava limpando nossa sociedade dessas pessoas", contou.

O criador do Jogo da Baleia Azul teve uma infância complicada, em um cenário familiar justamente parecido com esse.

Segundo dados da Rosstat, agência federal de estatística da Rússia, o número de suicídios no país diminuiu de 2015 para 2016.

A data de prisão não foi divulgada, porém as autoridades russas afirmam que ele está sob prisão preventiva.