Meirelles: desemprego ainda está elevadíssimo, mas começará a cair no 2º semestre

Henrique Meirelles

Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (12) que o Brasil tem uma economia com cada vez mais previsibilidade por causa de fatores como a emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos e as reformas fundamentais que estão em andamento. "O Brasil já voltou a crescer", reforçou. "Nossa expectativa é que o desemprego comece a cair a partir do segundo semestre". "Esses dois meses podem ser muito importantes para a expectativa e o crescimento econômicos", ponderou o ministro durante evento em São Paulo, organizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que os dados do emprego formal deverão ficar no campo positivo a partir de maio. Ele cita o aumento do consumo em 20%, da produção de aço, também em 20%, e a safra de grãos, "surpreendendo os mais otimistas", com crescimento de 22%, em relação ao ano passado. "Se olharmos para a medida de Risco Brasil, que representa o custo de financiar o país, caiu de 500 pontos para um pouco mais 200 pontos", afirma.

"Isso é conquista fundamental para um ano".

Henrique Meirelles admitiu que um dos principais desafios do país é reduzir a alta taxa de desemprego, que afeta cerca de 14 milhões de trabalhadores (13% da força de trabalho), mas também disse estar convencido de que no segundo semestre deste ano o desemprego diminuirá. Ele acrescentou que a economia estava em descontrole em várias áreas e citou como exemplos o desemprego, a piora nas contas públicas e a inflação.

O ministro da Fazenda fala ainda sobre a redução da inflação, que atingiu 9,28% em 12 meses em maio de 2016 e agora está em 4,08%, abaixo do centro da meta (4,5%). Adquirem confiança no crescimento e voltam a contratar, esgotando a capacidade ociosa e de trabalho dos funcionários. Segundo o ministro, a reforma atende às necessidades do país, mas se houver mudanças significativas no texto no plenário a situação será diferente. "Isso levará a aumento dos salários e renda".

Outra medida ressaltada pelo presidente é a liberação dos saldos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que deverá somar R$ 40 bilhões.

Sobre o resultado do IPCA divulgado hoje, Meirelles afirmou que é um sinal de que a inflação está reagindo também ao ajuste fiscal.

"É um governo de profunda transformação". “Não cobre nem um ano de déficit da Previdência”, disse.

"Se não reformarmos a Previdência, nossos filhos e netos correm sério risco de não receber a sua aposentadoria (.)".