Ferraço será relator de reforma também na comissão de Assuntos Sociais

Senador Aécio Neves fala à imprensa no Palácio do Planalto após encontro com o presidente Michel Temer

Senador Aécio Neves fala à imprensa no Palácio do Planalto após encontro com o presidente Michel Temer

A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) admitiu nesta terça-feira (16) que o Senado Federal deve indicar alterações no texto da reforma trabalhista aprovado pela Câmara dos Deputados. Ferraço acumulará duas comissões: ele já é o relator na Comissão de Assuntos Econômicos e também relatará a matéria na CAS.

Segundo Aécio, o combinado com Temer é que as três comissões parlamentares pelas quais a reforma trabalhista tramitará, incluindo também a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), apresentem um mesmo relatório.

Questionada sobre o fim da obrigatoriedade desse imposto, Marta disse que "a reforma sindical é certamente uma das questões mais complexas [da reforma trabalhista] e que o presidente [Michel Temer] tem que se colocar sobre isso".

A Comissão de Assuntos Sociais é o último colegiado no qual o pacote de mudanças proposto por Temer na CLT terá de ser analisado antes de ser submetido ao plenário principal da Casa. Que vai ser votado na primeira quinzena de junho eu não tenho nenhuma dúvida.

Segundo João Paulo Ribeiro, dirigente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), esta semana será de vigília para receber as caravanas que chegarão para o Ocupe Brasília.

"Qualquer mudança ou ajuste não precisa ser algo que faça o projeto retornar à Câmara dos Deputados", afirmou.

Em conversa com senadores do PMDB, o presidente da República, Michel Temer, comprometeu-se a atendar a desejos dos senadores sobre mudanças na proposta através de vetos e medida provisória (MP).

A maior parte das opiniões externadas durante o período de intervenções dos senadores foi em oposição à reforma.

Para Marta, se for o caso, o comprometimento do governo deve estar garantido no relatório aprovado pelo Senado.

"Tudo depende de como vai ser esse processo". Eu não sou contra [o governo fazer as alterações pretendida pelo Senado por meio de MP].

Outro ponto que deveria ser alterado, na visão da peemedebista, é o trecho que trata da jornada intermitente de trabalho.

Por sua vez, os convidados contrários à proposta disseram que ela contém "equívocos impressionantes" que enfraquecem a posição dos trabalhadores frente aos patrões.