Aécio pediu R$ 2 milhões, diz Joesley

Irmãos Joesley e Wesley Batista relataram às autoridades que receberam ameaças de morte

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A denúncia foi registrada em áudio pelos empresários.

Segundo a reportagem, Temer teria indicado diante de Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para solucionar um assunto da J&F (holding que controla a JBS) que não é revelado.

Ainda de acordo com o jornal, o empresário teria afirmado a Temer que estava pagando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para eles ficarem calados.

Mais informações em instantes.

Em reunião na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu, Temer teria sido informado pelo empresário sobre mesada milionária ao ex-deputado - preso desde outubro na prisão da Lava Jato e condenado a 15 anos e quatro meses por corrupção e lavagem de dinheiro. "E você vai me dar uma ajuda do caralho", referindo-se a seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, conhecido como Fred, e que já foi diretor da Cemig, e coordenador da campanha para presidência de Aécio em 2014.

Os depoimentos dos donos da JBS foram tratados de todo o cuidado pela PGR. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

Segundo o jornal online, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.

Em delação premiada, o empresário Joesley Batista relatou que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (Governos Lula e Dilma) era o elo entre o grupo JBS e o PT. Segundo o executivo, Mantega "intermediava" os repasses de propinas do grupo a parlamentares petistas. O valor seria relacionado a uma saldo de propina que o peemebista tinha com ele.

"É um crise gravíssima na história do país”, comentou, antes de ler, ofegante, a reportagem publicada pelo jornal O Globo".

Em nota, a instituição disse que a comissão vai avaliar "todos os fatos relacionados às operações realizadas pelo Sistema BNDES com a empresa JBS, tendo em vista o inquérito em andamento da Polícia Federal e o interesse da diretoria e dos empregados do banco na apuração dos fatos e atos relacionados a essas operações".

Apenas nessas ações chamadas de controladas foram distribuídos R$ 3 milhões em propina durante o mês de abril.