Bolsa de São paulo suspende operações por queda de mais de 10%

Bovespa

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Nesta quinta-feira (18), logo no início do pregão, às 10h20, o Ibovespa caía 10,47%.

A Presidência da República do Brasil divulgou uma nota na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", mas não foi suficiente para estancar os que uma nova crise política que poderá abalar a economia brasileira e eliminar o otimismo num mercado que disparou 39% em 2016. Apenas depois da segunda intervenção do Banco Central, os preços desaceleraram um pouco, de acordo com agentes de câmbio. Assim, a chance de um circuit breaker é grande. Esse instrumento constitui-se em uma "proteção" à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado.

Depois de 1999, o mecanismo só voltou a ser acionado em 2008, período marcado pela crise do sistema financeiro que se instalou nos Estados Unidos após o pedido de concordata do banco Lehman Brothers.

Ibovespa sai de circuit breaker, mas continua com queda de 8,5%.

Vinte minutos após a abertura dos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo caía mais de 10% e acionou o mecanismo do 'circuit breaker', que suspende a venda e a compra de ações por vinte minutos. Na mínima, marcou 60.315 pontos (-10,70%). Ao cair 10,02% e marcar o limite de pontuação mínima (aos 61.180 pontos), o contrato parou de ser negociado, atendendo às regras do segmento na B3. "O mercado vinha apostando numa melhora de cenário aliada à expectativa de que a reforma da Previdência seria aprovada, mas agora não há mais espaço para isso", disse.

Per Hammarlund, estrategista chefe de mercados emergentes da Skandinaviska Enskilda Banken, disse à Bloomberg que " se a presidência de Temer acabar, a melhor opção para os mercados seria os deputados nomearem um novo líder rapidamente", alertando que "eleições antecipadas poderiam trazer o caos e fazer o Bovespa tombar até 50%".