Orçamento para saúde no Brasil fica abaixo da média mundial, revela OMS

A cada ano morrem 1,2 mi de jovens dentre 10 e 19 anos por causas evitáveis

A cada ano morrem 1,2 mi de jovens dentre 10 e 19 anos por causas evitáveis

"Investimentos relativamente pequenos voltados aos adolescentes agora não só resultarão em adultos saudáveis e capacitados, que prosperam e contribuem positivamente para suas comunidades, mas também em gerações futuras mais saudáveis, produzindo enormes retornos".

Acidentes rodoviários, infeções respiratórias e suicídio são as maiores causas de morte entre os adolescentes, refere o relatório, sublinhando que mais de dois terços das mortes de adolescentes em 2015 ocorreram em países de baixo e médio e rendimento em África e no sudeste asiático.

O relatório descobriu que, em muitos casos, os adolescentes com transtornos mentais, viciados em drogas ou problemas de alimentação, não têm acesso à prevenção e tratamento, ou porque não existe ou por falta de conhecimento.

De acordo com a entidade, as principais causas de mortes entre adolescentes brasileiros de 10 a 15 anos são, nesta ordem: violência interpessoal, acidentes de trânsito, afogamento, leucemia e infecções respiratórias. Em sua maioria, as vítimas são adolescentes mais velhos.

A maior parte dos jovens mortos em acidentes em estradas são pedestres, ciclistas e motociclistas.

Em alguns países africanos, as doenças contagiosas - especialmente o HIV -, as infecções respiratórias, meningites e diarreia matam mais adolescentes do que os acidentes de trânsito. Complicações na gravidez, como hemorragia, sepse, parto obstruído e complicações decorrentes de abortos inseguros são a principal causa de morte entre as meninas de 15 a 19 anos.

Suicídio e mortes acidentais por auto-agressão ficam em segundo lugar, com 32,4 mil registros.

"A automutilação ocorre em grande parte entre os adolescentes mais velhos e, globalmente, é a segunda principal causa de morte entre as adolescentes mais velhas", sendo a principal ou a segunda causa de morte de adolescentes na Europa e no sudeste Asiático.

Segundo o documento, as necessidades de saúde dos adolescentes intensificam-se em contextos humanitários e frágeis.

De acordo com as conclusões do relatório, as mortes de adolescentes, em sua maioria, poderiam ser prevenidas com a melhoria dos sistemas de saúde e na educação pública, além de campanhas de conscientização. Nessas situações, os jovens muitas vezes assumem responsabilidades dos adultos, como cuidar de irmãos ou trabalhar, e podem ser obrigados a abandonar a escola, casar-se precocemente ou se envolver em prostituição para atender as próprias necessidades básicas de sobrevivência. "Os pais, parentes e comunidades também têm o potencial para influenciar de forma positiva no comportamento e na saúde do menor", disse o diretor do departamento de infância da OMS, Anthony Costello.

Como resultado, sofrem com desnutrição, lesões, gravidez, doenças diarreicas, violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis e problemas de saúde mental.

O relatório sobre mortes de adolescentes recomenda intervenções em todos os setores da sociedade.