Princesa japonesa abre mão da realeza para se casar com plebeu

Shizuo Kambayashi

Shizuo Kambayashi

Aos 25 anos, a filha mais velha do príncipe Akishino e neta do imperador vai desistir de sua posição para se casar com Kei Komuro, 25, um estudante de pós-graduação que trabalha num escritório de advocacia.

O plebeu que conquistou o coração da princesa japonesa é um ex-colega de faculdade com inúmeras habilidades.

Enquanto os sonhos de muitas garotas brasileiras é o de um dia se tornarem princesas, Mako vai no sentido oposto. O motivo? O noivo é um plebeu. O casal teria se conhecido há cinco anos por meio de amigos em comum na International Christian University, onde ambos estudaram. Restaria agora a formalização de tudo que deve ser feita com um pedido formal ao próprio Imperador Japonês e sua esposa.

Com a "saída" da princesa, a família real passa a ter apenas 18 membros, seis dos quais são princesas que perderão também o seu estatuto real se se casarem com plebeus, o que levanta questões sobre o futuro da instituição no Japão, numa altura em que também se discute a possibilidade de o imperador, de 83 anos, abdicar.

Mako nunca poderia ocupar o trono, dado que o pai e o seu irmão integram a linha de sucessão para o cargo, depois do seu tio e do princípe Nahurito, que é o primeiro na linha de sucessão.

Na lei japonesa está expresso que para casar com um plebeu, a princesa terá de abdicar do seu estatuto. Conforme noticiou o jornal "O Globo", "ao contrário do que acontece em outros países, como o Reino Unido, a família real tende a se manter discreta, embora viaje para outros países e compareça a eventos culturais".