Banco Central diz que monitora mercados e ações brasileiras

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País tem "amortecedores robustos" para momentos de crise, diz presidente do BC

Com a grande expectativa de uma forte turbulência no mercado financeiro após a denúncia de que o presidente Michel Temer avalizou pagamento de propina para o deputado Eduardo Cunha, o Banco Central divulgou uma nota para tentar acalmar os operadores antes mesmo da abertura dos negócios.

E isso inclui fazer leilões de linha -de venda de dólares com compromisso de recompra no futuro- e até mesmo vender dólares no mercado à vista, utilizando recursos das reservas internacionais. Ontem, o dólar turismo fechou a R$ 3,24.

A quantidade ofertada em cada leilão será de 40 mil contratos e as condições serão informadas antes de cada evento, informou o BC em nota divulgada no site da instituição.

A autoridade monetária fez quatro intervenções no mercado cambial durante a quinta-feira (18). Temer foi gravado por Joesley Batista, um dos donos da JBS, em uma conversa em que concorda com ações ilegais do empresário. O BC destacou no comunicado que "permanece atento às condições de mercado e, sempre que julgar necessário, poderá realizar operações adicionais de swap". Goldfajn chegou no final da tarde ao Ministério da Fazenda para uma reunião com o ministro Henrique Meirelles.

"Nós temos atuado fazendo nosso papel, que é o papel do BC, de manter a funcionalidade do mercado, atuando de forma serena, firme, usando os instrumentos que a gente tem".

"Em outras palavras, as decisões sobre a taxa básica de juros serão tomadas pelo Copom, no curso de suas reuniões ordinárias, considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis", disse Goldfajn.

"A questão que estamos atuando hoje não tem relação mecânica e direta com a política monetária [fixação dos juros pelo Copom]".

Ilan afirmou que num ambiente de expectativas de inflação ancoradas, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve buscar identificar efeitos primários de choques em preços relativos, aos quais a política monetária não deve reagir.