Procuradoria da Suécia encerra processo contra Assange

Assange discursa na varanda da embaixada- AFP

Assange discursa na varanda da embaixada- AFP

"O Tribunal de Magistrados de Westminster emitiu um mandado para a prisão de Julian Assange depois que ele não se entregou ao tribunal em 29 de junho de 2012", disse a polícia de Londres, em um comunicado, segundo a Reuters.

A mulher acusa Assange de tê-la estuprado em 2010.

A procuradoria da Suécia anunciou hoje que abandona o processo por violação contra Assange, mas a procuradora Marianne Ny recusou pronunciar-se sobre a culpa ou inocência do fundador do WikiLeaks.

O advogado do fundador do WikiLeaks, Per Samuelsson, afirmou que a decisão da promotoria sueca é "uma vitória total" e que ele "está naturalmente feliz e aliviado", embora "critique o fato" de o processo "ter durado tanto tempo".

O Equador, que abriga Assange desde 2012, permitiu que um promotor sueco questionasse Assange somente depois que a Suécia concordou que um promotor equatoriano colocaria as perguntas a Assange fornecidas pelo lado sueco.

"Estive sete anos detido sem acusação, enquanto os meus filhos cresceram e o meu nome foi caluniado".

Assange, de 45 anos, negou sempre as acusações de violação que começaram a ser-lhe dirigidas em 2010 por uma cidadã sueca à data com 30 anos de idade, alegando que manteve relações sexuais consentidas.

Apesar da decisão e na ausência de um mandado de detenção europeu, a polícia britânica advertiu que seria "obrigada" a prender Julian Assange caso ele deixe a embaixada.

Isso, entretanto, será problemático, porque a polícia metropolitana de Londres (também conhecida como Met) anunciou que Assange ainda será preso caso deixe a embaixada.

Ou seja, apesar do arquivamento do processo, devido à indisponibilidade de notificação do próprio Julian Assange, o caso não morreu e pode até ser recuperado caso as autoridades tenham acesso a ele. "O [Met] irá despender um nível de recursos proporcional a esse novo cenário". Após a assinatura do indulto por Barack Obama, os advogados de Assange disseram que ele não aceitaria de forma imediata a extradição, pois poderia ser preso.

Em contrapartida, o governo do Equador pediu ao Reino Unido que conceda salvo-conduto a Assange, para que possa se dirigir da embaixada equatoriana ao país sul-americano em segurança. "Foco agora se move para o Reino Unido".

Jeff Sessions, procurador-geral dos EUA, disse em abril que a prisão de Assange era uma "prioridade".