Dez escolas da cidade do Porto encerradas - sindicato

Greve da Função Pública vai fechar serviços

Greve da Função Pública vai fechar serviços

Também noutros serviços do Estado, nas áreas da Segurança Social, da Justiça ou da Cultura, a dirigente sindical apontou "encerramentos de serviços ou funcionamentos deficientes devido à adesão à greve da totalidade ou quase totalidade dos trabalhadores". A greve surge também para dizer não à precariedade na função pública e não à municipalização.

Serviços de Saúde e escolas funcionam, esta sexta feira, a meio gás ou podem mesmo encerrar, devido à greve dos trabalhadores da função pública.

"Alguns trabalhadores conseguiram regressar às 35 horas, depois de um processo de luta muito longo, conseguiram a reposição de cortes de salários, mas sem atualização ou mexida na carreira profissional, naturalmente que as pessoas estão descontentes ainda mais quando hoje já se fala que o Governo só pretende fazer aumentos de salários a partir de 2021 e que o descongelamento das carreiras, em principio, será só a partir de 2018 e de uma forma faseada, deixando milhares de trabalhadores de fora", acrescentou.

"Os números [da paralisação] aproximam-se dos 90% a nível nacional", disse esta manhã o dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, numa conferência de imprensa realizada na escola Passos Manuel, em Lisboa, um dos estabelecimentos escolares que não abriram. Pelo menos dez escolas da cidade Invicta estão de portas encerradas. "Em Santarém há um total encerramento das escolas", disse Artur Sequeira, para quem o Governo tem todas as condições para dar passos no sentido de melhorar as condições dos trabalhadores. Centenas de alunos concentraram-se no exterior da Escola Secundária Antero de Quental, um dos principais estabelecimentos de ensino na ilha de São Miguel, sem funcionários suficientes para assegurar o normal funcionamento da escola.

Durante a madrugada a greve teve impacto na saúde, com vários hospitais a serviços mínimos e uma adesão próxima de 100% nos hospitais de São José, Maternidade Alfredo da Costa e Beatriz Ângelo; de 98% no hospital São Francisco Xavier, 85% no hospital de Santa Maria, e 70% no hospital dos Capuchos.

"É uma adesão que deixa o Sindicato minimamente satisfeito e um pouco desiludido pelo facto de o movimento sindical não se ter unido nesta grave", observou.

Os organizadores da paralisação esperam que seja mesmo "uma grande greve".

O protesto foi anunciado no início de Abril para reivindicar aumentos salariais, pagamento de horas extraordinárias e as 35 horas de trabalho semanais para todos os funcionários do Estado. Nessa altura teve uma adesão média entre 70% a 80%, incluindo os hospitais.