Forças Armadas começam a deixar Esplanada dos Ministérios

Wallacemartins  Futura Press

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O texto justifica que a revogação se deu "considerando a cessação dos atos de violência e o consequente restabelecimento da lei e da ordem no Distrito Federal".

O presidente brasileiro, Michel Temer, revogou na manhã desta quinta-feira o decreto extraordinário editado na tarde de ontem que convocava as Forças Armadas para garantirem a segurança em Brasília após os tumultos violentos vividos na tarde de quarta-feira.

Temer ordenou a mobilização de 1.500 militares - 1.300 do Exército e 200 fuzileiros navais - depois das depredações cometidas por grupos de jovens durante uma manifestação sindical que exigia sua renúncia e a retirada das medidas de austeridade em tramitação no Congresso.

Ao ser questionado sobre as críticas feitas pelo governo do Distrito Federal, de que a opção pelas Forças Armadas seria desnecessária e de que a responsabilidade inicial de proteger os ministérios era do governo federal, e não da Polícia Militar, o ministro do GSI afirmou que não iria entrar em "querela" com o governo local.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, negou que tenha pedido o emprego das Forças Armadas.

Ele afirmou também que a recomendação foi para que os efetivos atuassem apenas "defensivamente", e não de forma opressiva ou repressiva.O ministro da Secretaria de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, afirmou que a decisão foi sugerida à Presidência após o incêndio no Ministério da Agricultura.

Raul Jungmann afirmou aos jornalistas que, ao avaliar que a ordem havia sido "restaurada", Michel Temer determinou a suspensão da operação de garantia da lei e da ordem.

"Eu telefonei ao Rodrigo Maia e dei explicações de que realmente houve um mal-entendido". Segundo Jungmann, de 2010 a 2017, foram realizadas 29 ações de garantia da lei e da ordem, com o exército enviado às ruas. Segundo fontes do Governo do Distrito Federal (GDF), isso não foi seguido dessa vez. "Não vamos imaginar que há uma briga com a polícia do DF". Sob protestos, a oposição deixou o plenário. A medida levou pardeplorares a protestarem em sessão na Câmara dos deputados. Além disso, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) mandado de segurança contra o ato da Presidência da República. O ministro fez um retrospecto de outras ações de garantia da lei e da ordem.

"Se o comandante da área, general Ferreira Gomes, informar que estamos em tranquilidade, que não existe nenhum foco de resistência, que não existe possibilidade de retornar ao clima anterior, obviamente daremos a sugestão ao presidente que seja revogada", afirmou o ministro em entrevista à rádio CBN.