Genro de Trump pediu canal secreto com russos, revela Post

Jonathan Ernst  REUTERS

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A natureza dessas reuniões são o novo foco dos investigadores e Kushner já se ofereceu para disponibilizar informação.

A Casa Branca se recusou a comentar sobre planos para uma "sala de guerra", mas disse que Trump irá buscar aproveitar o impulso que acredita ter criado durante sua viagem presidencial à Arábia Saudita, Israel e Europa.

Kislyak teve, além disso, numerosos contatos com o general aposentado Michael Flynn, que também está no foco da investigação do FBI e que chegou à Casa Branca como assessor de segurança nacional, embora tenha renunciado após poucas semanas no cargo. Por distorcer as informações sobre as reuniões a seus chefes, ele pediu demissão.

Também são alvo de investigação as reuniões de assessores de Trump com representantes russos em abril de 2016, antes que o republicano fosse nomeado pelo partido.

O advogado Jamie Gorelick, que representa o genro de Trump, afirmou em um breve comunicado que seu cliente "já se propôs voluntariamente a compartilhar com o Congresso o que ele sabe sobre estes encontros, e fará o mesmo com qualquer outra investigação".

Flynn também está no centro das investigações, acusado de ter recebido pagamentos não declarados de entidades russas.

Anthony Weiner e Huma Abedin em entrevista coletiva com a imprensa, quando o político democrata foi candidato a prefeito de Nova York, em 2013 Foto: ERIC THAYER / REUTERSHuma Abedin Ex-mulher do ex-congressista democrata Anthony Weiner e principal assessora de Hillary. A informação está em uma reportagem do jornal Washington Post, divulgada nesta sexta-feira, 26. Na próxima semana, quando Trump voltará de sua primeira viagem internacional, é esperado um novo depoimento de Comey no Senado.

Segundo disseram ao jornal funcionários norte-americanos informados sobre os relatórios dos serviços secretos, Kushner e Kislyak falaram sobre a possibilidade de estabelecer um canal "secreto e seguro" utilizando as instalações diplomáticas russas nos Estados Unidos a fim de evitar os serviços secretos norte-americanos então ainda sob o controlo da Administração de Barack Obama.