Marcelo envia mensagem a al-Sisi a condenar "odioso ataque" a cristãos

Ataque contra ônibus de cristãos no Egito deixa pelo menos 23 mortos

Ataque contra ônibus de cristãos no Egito deixa pelo menos 23 mortos

Ao menos 24 pessoas morreram nesta sexta-feira no Egito em um ataque de homens armados contra um ônibus que transportava cristãos, informou o ministério da Saúde.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse ter ordenado ataques aéreos contra o que chamou de acampamentos terroristas, declarando em discurso televisionado que Estados que patrocinaram terrorismo serão punidos.

Al-Sisi garantiu que o seu país "não vacilará em atacar campos de treino de terroristas", no Egipto ou no estrangeiro.

Testemunhos na Líbia reportaram quatro bombardeios em Derna, que é controlada por extremistas vinculados à Al Qaeda.

A Igreja copta apelou a que sejam tomadas "medidas para prevenir estes incidentes que mancham a imagem do Egito".

Os coptas são a comunidade cristã mais importante e uma das mais antigas do Médio Oriente, representando entre 10 e 12% dos 90 milhões de egípcios.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou suas condolências ao povo egípcio após este "terrível atentado".

O ataque, na província de Minia, coincide com a ofensiva lançada há meses pelo braço egípcio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra a minoria copta no Egito.

Para o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian: "Ninguém deve temer pela sua vida por praticar a sua fé".

O ataque acontece menos de um mês depois da visita do Papa Francisco ao Egito e a poucas horas do início do pedido do Ramadão, mês sagrado para os muçulmanos.

Cerca de 70 pessoas foram mortas desde dezembro de 2016 em ataques contra igrejas nas cidades de Cairo, Alexandria e Tanta. Ataques seletivos contra os cristãos obrigaram dezenas de famílias a fugir da região.