Síria: Número recorde de civis mortos por coligação internacional num mês - OSDH

Pentágono número de mortos no Iraque e na Síria se estabiliza com Trump

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Os redutos do EI na Síria têm sido alvos de intensos ataques aéreos, poucos dias depois da reivindicação pelo grupo extremista do atentado em Manchester, na segunda-feira à noite. Segundo a ONG e fontes médicas, as famílias estavam refugiadas no edifício da câmara municipal da cidade próxima da fronteira com o Iraque, que desde 2014 é controlada pelo EI.

Este novo balanço é reportado no momento em que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu nesta sexta-feira "às forças aéreas de todos os Estados" que atuam na Síria a fazer mais para distinguir "civis de alvos militares", ressaltando que os extremistas se misturam às populações e as impedem de fugir.

Os ataques aéreos realizados pela coligação internacional dirigida por Washington na Síria entre 23 de abril e 23 de maio foram os mais mortíferos para os civis num período de um mês, foi hoje divulgado.

No centro do país foram as forças russas e sírias que mataram pelo menos 16 civis na aldeia de Uqayribat, segundo o OSDH.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, indicou, na sexta-feira passada, que o presidente norte-americano, Donald Trump, "dirigiu uma mudança tática para empurrar autoproclamado Estado Islâmico para fora de locais considerados seguros, numa tentativa de desgastar e cercar o inimigo nas suas fortalezas para que possa depois ser aniquilado". Já que está sendo atacado por uma variedade de forças, às vezes rivais, nos dois países.

Em 1º de maio, o comando da coalizão anunciou que seus ataques fizeram 352 vítimas civis no Iraque e na Síria, mortas "acidentalmente" desde 2014.

O Estado Islâmico conquistou amplas faixas de território no Iraque e na Síria em 2014.

Iniciada há seis anos, a guerra na Síria, que se tornou enormemente complexa com múltiplos atores e alianças, já fez mais de 320.000 mortos e milhões de deslocados.