Irã anuncia lançamento de mísseis contra "bases terroristas" na Síria

Fumaça em edifícios da cidade síria de Dera após bombardeio aéreo em 14 de junho de 2017Mais

Fumaça em edifícios da cidade síria de Dera após bombardeio aéreo em 14 de junho de 2017Mais

Poucas horas antes, o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Jamenei, havia prometido que o Irã "golpearia seus inimigos" para honrar "as famílias dos 'mártires'" mortos especialmente na Síria e no Iraque. "Um grande número de terroristas foi morto e os seus equipamentos e armas destruídos", lê-se no comunicado dos Guardiães.

O porta-voz das Nações Unidas, Stephane Dujarric, disse que as Nações Unidas não pôde confirmar de forma independente a derrubada no domingo (18) do jato sírio perto do reduto do EI no leste da Síria ou a afirmação de que o Irã lançou seis mísseis em uma base do grupo extremista na província de Deir Ezzor.

De acordo com a imprensa iraniana, os mísseis percorreram uma distância de 650 quilómetros, passando por cima de território iraquiano para atingir os respetivos alvos em Deir Ezzor.

Após o duplo atentado de Teerão, os Guardiães tinham afirmado que "vingariam o sangue derramado dos inocentes".

As autoridades iranianas acusaram a Arábia Saudita, mas também os Estados Unidos, de apoiar os grupos 'jihadistas' que atuam contra o Irão.

"Levando em conta o histórico do Senado dos EUA de hostilidade e inimizade com o povo iraniano, a sua recente votação de novas sanções contra Teerã não era imprevisível", afirmou o porta-voz do Ministério do Relações Exteriores iraniano, Bahram Qasemi, neste sábado (17).

O programa balístico do Irão tem vindo a ser alvo de críticas da comunidade internacional, que acusa o país de estar a "apoiar atos terroristas internacionais".

A república islâmica desenvolveu nos últimos anos um amplo programa balístico com numerosos tipos de mísseis com um alcance de 2.000 km.