Após intervalo, CCJ da Câmara retorna para fase de votação de denúncia

'Faço parte de ala independente do PMDB', diz Zveiter após parecer contra Temer

'Faço parte de ala independente do PMDB', diz Zveiter após parecer contra Temer

Assim como o PMDB, a bancada do PSD na Câmara dos Deputados também decidiu, em reunião nesta quarta-feira (12), que vai votar pela não admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por volta de 9h20, cerca de 40 deputados, a maioria da oposição, já se posicionavam no local para garantir os primeiros lugares na ordem de inscrição. Parlamentares ainda podem se inscrever para discursar durante o andamento dos trabalhos. Com provocações de ambos os lados, o clima pela é um sinal de como devem ser as próximas horas de debate.

A denúncia foi elaborada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e encaminhada pelo STF à Câmara, a qual cabe autorizar ou não se o presidente pode ser investigado pela Corte. De acordo com um interlocutor do presidente, na conversa ficou acertado que os deputados, incluindo líderes e o presidente da Câmara, também seriam consultados para que as mudanças sejam feitas. Pacheco determinou que o processo de votação não ocorra depois de meia-noite.

Se o parecer de Zveiter for aprovado pela maioria simples do total de 66 deputados da comissão, seguirá para a apreciação do plenário. Caso seja rejeitado, o presidente da comissão designará outro relator, que deve apresentar um parecer com mérito divergente do relatório vencido. De qualquer forma, integrantes do governo, como Darcísio Perondi (PMDB-RS), já têm admitido que a votação do caso em plenário só deve acontecer mesmo em agosto, diferentemente do que desejava o Palácio do Planalto.

Entre os 18 partidos que tem representação na CCJ, nove encaminharam voto favorável à denúncia: PT, PODEMOS, PSB, PDT, PCdoB, PPS, PHS, PSOL e Rede.

A defesa do presidente Michel Temer argumenta que as provas contidas na denúncia não são concretas e que o presidente não cometeu nenhum ilício. Temer classificou a denúncia de "peça de ficção" e questionou a atuação de Janot.