Atividade econômica recuou 0,5% em maio

Economia brasileira registra nova queda em maio

Economia brasileira registra nova queda em maio

A atividade encolheu 0,51% em maio pelo indicador do Banco Central. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Os dados do IBC-Br foram captados em parte antes da eclosão da crise política que afeta o presidente Michel Temer, o que tem atingido a confiança dos agentes econômicos. Além das quedas de maio e março, o indicador do BC teve resultado positivo em janeiro (0,51%), fevereiro (1,35%) e abril (0,15%). Entretanto, o indicador teve um recuo em março, de -0,46% e maio deste ano, quando caiu 0,51%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Na comparação entre maio deste ano e o mesmo mês de 2016, houve crescimento de 1,40%.

A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de crescimento de 0,5 por cento na mediana das projeções.

Contra maio de 2016, porém, o IBC-Br registrou alta de 1,4%, informou o Banco Central.

No acumulado de 2017 até maio, o recuo é de 0,05% pela série sem ajustes sazonais. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 0,5%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) publicado em junho.

Esse é o segundo resultado negativo no ano para o indicadobr, que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.