Câmara marca votação de denúncia contra Temer para 2 de agosto

A subprocuradora Raquel Dodge indicada pelo presidente Michel Temer para assumir o comando da PGR- Jorge William  Agência O Globo

A subprocuradora Raquel Dodge indicada pelo presidente Michel Temer para assumir o comando da PGR- Jorge William Agência O Globo

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta sexta-feira (14) que não houve irregularidades nas trocas realizadas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados antes da votação que rejeitou a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Mas o Planalto não acredita ter os votos necessários ainda em plenário contra a denúncia.

Durante esse período, caberá ao presidente da câmara baixa, Rodrigo Maia, assumir o comando do Brasil interinamente. Agora, Rodrigo Maia endossa o coro do governo e diz que a votação do parecer só poderá ocorrer com o mínimo de 342 parlamentares em Plenário. Pelos cálculos do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), da oposição, se as mudanças não tivessem sido feitas, a CCJ teria aprovado um relatório do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) que defendia o prosseguimento da denúncia por 37 a 28. O parlamentar sergipano ganhou notoriedade recentemente por ter sido relator do projeto de terceirização irrestrita da mão de obra em todas as atividades das empresas.

- Pode ser agora, pode ser agosto - minimizou Padilha, que também disse que a decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, só abrir a votação em plenário com 342 votos não é "problema" do governo, que deve se "resignar". Quem tem que colocar quórum é quem quer receber a denúncia. No entanto, alguns colegas e veículos de imprensa têm me imputado erroneamente a pecha de "traidor" do governo.

Maia negou que esteja trabalhando contra o governo, que queria votar a denúncia ainda esta semana em plenário.

Nem meu partido, o Solidariedade, nem o governo me pressionaram a votar desta ou daquela forma, dando-me total liberdade para decidir de acordo com minhas convicções.

A edição da MP foi um acordo firmado pelo governo Temer com os senadores para que o Senado não alterasse o texto da reforma que veio da Câmara, evitando assim que a matéria tivesse de novamente passar pelo crivo dos deputados.

"É importante destacar ainda que meu alinhamento com o governo sempre foi direcionado às políticas econômicas que auxiliem a geração de emprego e incentivem o desenvolvimento do setor produtivo do nosso país".

No caso do PSB, entre os quatro integrantes da legenda na CCJ, dois votaram contra e dois foram favoráveis ao parecer. "Voto distrital, acabar com a reeleição e a cláusula de desempenho", disse o governador durante participação no "Programa do Ratinho", do SBT.

Pretenso candidato tucano a presidente da República, Geraldo Alckmin afirmou que políticos eleitos para cargos no Executivo devem ter apenas um mandato.