Ex-presidente do Peru detido por suspeita de corrupção

O ex-presidente peruano Ollanta Humala e sua mulher Nadine Heredia se entregam em Lima

O ex-presidente peruano Ollanta Humala e sua mulher Nadine Heredia se entregam em Lima

O ex-presidente do Peru Ollanta Humala (2011-2016) e sua mulher, Nadine Hereida, foram presos preventivamente na noite de 5ª feira (13), em Lima.

O juiz Richard Concepción Carhuancho aceitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público contra Humala e Heredia, que são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro e de conspiração para cometer um crime. De acordo com suas declarações a um grupo de promotores que viajaram ao Brasil para interrogá-lo, em 2010 recebeu uma ligação em que Marcelo Odebrecht lhe ordenava realizar doações à campanha eleitoral. Os advogados do casal prometeram recorrer à Justiça, que ainda não julgou, nem condenou o ex-presidente. "Apesar da arbitrariedade, estamos aqui, confiamos que esta decisão será revertida, por se tratar de justiça”, disse, também em seu perfil no Twitter. Nunca tiveram a intenção de fugir", garantiu. O mesmo juiz já havia ordenado a prisão de um outro ex-presidente peruano, Alejandro Toledo, por acusações semelhantes.

Ele acrescentou que os elementos de provas apresentados pelo promotor Germán Juárez permitem presumir que "Heredia e Humala tinham recebido dinheiro da Venezuela e do Brasil, e que com um alto grau de probabilidade, colocaram a quantia nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011 simulando contribuições fantasmas". "Não fomos notificados oficialmente, nem sabemos o conteúdo do requerimento". Isso que ocorreu hoje [13] mais parece uma encenação”, afirmou à publicação brasileira.

O advogado disse que seus clientes pedem ao juiz "que atue de maneira imparcial e não influenciado por qualquer pressão" e lembrou que em novembro do ano passado também foi expedido um pedido de prisão preventiva para Heredia, mas o mesmo magistrado o rejeitou.

Toledo vive nos Estados Unidos, onde trabalha como pesquisador na Universidade de Stanford, e é considerado foragido pela Justiça peruana. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional na história".

O delator brasileiro afirma que a empreiteira pagou US$ 3 milhões para a campanha de Ollanta Humalla via "departamento de propina" da construtora.