Governo muda estratégia e agora quer deixar para agosto votação da denúncia

Temer recebeu a decisão do colegiado

Temer recebeu a decisão do colegiado"com a tranquilidade de quem confia nas instituições brasileiras

Para isso, precisaria que os deputados da oposição também comparecessem à sessão, mas eles já anunciaram que vão obstruir a votação. Segundo a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, auxiliares de Temer afirmam que Maia teria concordado em trabalhar para que o prazo seja cumprido. É uma denúncia contra o presidente da República, é grave. Será aprovado se tiver o apoio de pelo menos dois terços do total de 513 deputados, ou seja, 342 votos. "É importante que todos nós possamos entender que o Brasil não pode esperar 15 dias", afirmou Maia.

"Se houver apoio da maioria dos líderes, a gente marca a votação para segunda-feira".

- Agosto não tem potencial negativo porque o governo tem os votos, esse movimento de adiar é porque a oposição não tem votos. Ou seja, assim que a LDO for votada, em tese, não há mais nada que prenda os parlamentares no Congresso.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara suspendeu à 1h39 desta 5ª feira (13.jul.2017) os debates sobre a denúncia contra Michel Temer.

A tropa de choque de Temer discute apresentar nesta quarta-feira (12) à CCJ requerimento para encerrar antes do previsto a discussão sobre o parecer de Sergio Zveiter (PMDB-RJ).

O presidente assistiu à votação em seu gabinete ao lado dos principais ministros, entre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), e com alguns deputados da base. Rodrigo Maia fez a chegar a Temer que não se responsabiliza por decisões tomadas por Pacheco, que foi colocado na CCJ pelo PMDB, partido do presidente.

Perguntado se um eventual adiamento da votação da denúncia contra Michel Temer para agosto não provocaria um sangramento na base do governo, o ministro rebateu: "Quem está sangrando?" Podemos avançar pela noite, mas não podemos quebrar acordo.

Ainda de acordo com os relatos do peemedebista, Maia negou o pedido com a justificativa de que pareceres elaborados pela área jurídica da Câmara e até do Palácio do Planalto indicam que são necessários 342 deputados presentes em plenário para iniciar a votação. "Logo, a oposição", afirmou Padilha, que despertou, com a declaração, especulações na oposição de que o governo pode manobrar para que a votação da denúncia seja adiada indefinidamente.

Pacheco protocolou um requerimento no qual solicita a prorrogação em três sessões do prazo para que o colegiado conclua a análise da denúncia da PGR. "Assim que sair da comissão, estaremos prontos para votar a matéria", disse Maia.