Portugueses não são preguiçosos, até dão mais alguns passos por dia

Brasileiro é um dos mais sedentários do mundo, segundo pesquisa

Brasileiro é um dos mais sedentários do mundo, segundo pesquisa

De acordo com os resultados, os utilizadores de Hong Kong estão no topo da lista, com 6880 passos diários. No total, dados de mais de 700.000 pessoas fizeram parte do levantamento.

O território que obteve a maior média de atividade física foi Hong Kong, com 6.880 passos por dia, seguido pela China, com 6.189, e pela Ucrânia, com 6.107.

Um estudo sobre a prática de atividade diária, com base nos passos dados por dia, demonstra que os portugueses não são tão preguiçosos como se apregoa.

Apesar de os dados serem anônimos, informações como idade, sexo, peso e altura dos usuários também foram compartilhadas. "Isso abre a porta para novas formas de fazer ciência em uma escala muito maior do que conseguimos fazer antes".

Publicada na revista Nature - e citada pela BBC - a investigação dá conta de que a inatividade pode ser um dos fatores mais impactantes para os atuais níveis de obesidade, que tendem a crescer de dia para dia, afetando cada vez mais crianças e jovens.

Outra conclusão é que, à medida que a quantidade de passos diários vai diminuindo, as mulheres ficam mais propensas à obesidade do que os homens.

Essa categoria é como a desigualdade de riquezas, exceto que, em vez da diferença entre a renda de ricos e pobres, estamos falando da diferença entre os indivíduos mais aptos e os mais preguiçosos de um país. "Também teve uma das menores taxas de obesidade", afirmou Tim Althoff, um dos cientistas envolvidos no estudo.

Quando estas desigualdades são mais esbatidas ou quase inexistentes, as taxas de obesidade são mais baixas, como é o caso de países como a Suécia. Os Estados Unidos e o México tiveram uma média de passos diários similares, entretanto, o índice dos americanos apontou maior desigualdade e maior nível de obesidade.

Em alguns países, como os EUA e a Arábia Saudita, os investigares encontraram também uma desigualdade muito grande entre o número de passos registado por homens e por mulheres, com as mulheres tendo menor atividade.

Focando nos EUA, eles classificaram 69 cidades sobre quão fácil era andar por ela a pé.