Lula ainda poderá ser candidato em 2018

Márcio Macedo: “Lula recebeu notícia da condenação com serenidade”

Márcio Macedo: “Lula recebeu notícia da condenação com serenidade”

Em entrevista à rádio BandNews, Thompson observou que "não há um prazo para a tramitação do processo". Porém, o caso de Lula não seria relacionado à improbidade administrativa, mas sim penal.

Os petistas gritaram novas palavras de ordem contra o atual presidente Michel Temer e asseguram que a condenação faz parte de uma maquinação para impedir o retorno de Lula da Silva ao poder.

O jurista destacou ainda que é importante que os processos referentes a Operação Lava-Jato sejam analisados sem demora na corte.

Leandro Paulsen é o revisor. Há um certo rito que não tem como não ser obedecido.

Para o desembargador, é "quase impossível" estabelecer quanto tempo o processo levará para ser julgado.

Em contraponto, a decisão de Sérgio Moro em condenar o antigo presidente é vista como algo positivo.

O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O senador Lindbergh Farias, líder do PT no Senado (câmara alta parlamentar), já havia dito em Brasília que o ex-Presidente sofreu uma perseguição política e pediu que os militantes do partido saíssem às ruas em defesa de Lula de Silva.

Sem a qual, Lula poderá ser candidato e eleito normalmente. Como a condenação foi da Justiça Federal, o foro para o recurso é o 4º TRF. Atuou como juiz auxiliar no Supremo Tribunal Federal e ingressou no TRF-4 em dezembro de 2013, também nomeado por Dilma.

Thompson disse ainda que a decisão não será acelerada e correrá seguindo o curso natural do processo. Quando este trâmite for finalizado, a data do julgamento será marcada. "Os advogados do ex-presidente Lula deverão subir uma série de recursos para prolongar o julgamento o máximo possível". Para fins eleitorais, porém, tudo depende de uma condenação em segunda instância. Os desembargadores da 8ª Turma poderão votar pela absolvição de Lula, pela confirmação da sentença de Moro ou pela alteração da pena para mais ou para menos.

Na reação à sua condenação no caso Lava-Jato, Lula voltou a mostrar que prefere - e quer - ser julgado nas urnas em 2018.

Antes de apelar ao TRF-4 para tentar rever a condenação em primeira instância, a defesa do petista poderá apresentar "embargos de declaração" ao próprio Moro, questionando sua decisão.