Ovos e protesto em casamento escracham aliados do golpe

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Os seguranças particulares do evento usaram guarda-chuvas para evitar que ovos e outros objetos jogados pelos manifestantes atingissem os convidados.
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O casamento da deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros (PP) com o advogado Diego da Silva Campos, na noite passada, teve uma presença maior, e mais animada do que planejavam os noivos.

Pelo menos 15 viaturas da polícia militar se dirigiram ao local e integrantes da Tropa de Choque cercaram os espaços públicos utilizados para o casamento. Os manifestantes e os PMs entraram em confronto e foi usada balas da borracha, bombas de gás e cassetetes. O restante dos convidados seguiu à pé até o Palácio Garibaldi, sob escolta da PM, pela Rua Jaime Reis. Além dos cerca de mil convidados, centenas de manifestantes ocuparam a região do Largo da Ordem, Centro de Curitiba. Os manifestantes gritaram bastantes e discutiram com algumas pessoas que chegavam à cerimônia, com palavras protesto contra o que classificaram de ostentação em tempo de crise. Uma estrutura metálica foi montada na entrada do prédio para dar suporte a uma cobertura retrátil, o que gerou, inclusive, uma multa à administração do edifício por parte da Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC) da Secretaria da Cultura. Maria Vitória é filha da vice-governadora do Estado, Cida Borguhetti, e enteada do Ministro da Saúde, Ricardo Barros. A mãe, a vice-governadora Cida Borghetti, aguardava do lado de dentro.

Protegidos em van Para fazer o trajeto de poucos metros entre a Igreja do Rosário e o local da festa, os noivos entraram numa van, que foi atacada com ovos.